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Nova estrutura do aeroporto vai originar maior crescimento de Vila Nova da Telha

No seguimento do roteiro de visitas do presidente da Câmara da Maia às freguesias, iniciado em maio, António Silva Tiago esteve no terreno a analisar de perto Vila Nova da Telha, no passado dia 8 de junho. Neste percurso esteve acompanhado do autarca local, o independente Joaquim Azevedo Sousa.

Reforçando o apreço mútuo que é sentido pelo presidente da Junta de Vila Nova da Telha, o presidente da Câmara começou por destacar uma situação que o preocupava na freguesia, “uma circunstância daqui de uma comunidade cigana, que está alojada no lugar das Legielas, junto do complexo municipal de Pedras Rubras, o estádio municipal.

Percebi que existe algum desacerto entre as crianças desta comunidade e a escola básica do Lidador. Assim sendo, iremos tudo fazer para ajudar, quer a comunidade cigana, quer a freguesia e também o agrupamento das escolas Dr. José Vieira de Carvalho, que é onde essa escola se enquadra. O que temos que fazer é conversar com todas essas partes envolvidas e chegar a um entendimento”.

Diálogo para resolver problemas sociais

De acordo com o presidente da Câmara da Maia, são nove famílias e as crianças são do ensino básico, algumas crianças são mais agitadas do que outras. Se calhar mais indisciplinadas. E portanto nós vamos ter que ajudar. Falando com elas e com os pais e também com o líder da comunidade cigana de forma a fazer passar a mensagem de que eles têm que ajudar, porque senão estão a incomodar as outras crianças da escola”. O autarca sublinhou ainda que a “escola é excelente” e que tudo indica haver “vontade dos líderes da comunidade colaborarem para resolver esta situação”.

António Silva Tiago aproveitou ainda para esclarecer que estas famílias não vivem em casas com graves problemas de degradação, embora possam existir alguns problemas para resolver, de resto, como é normal, “em minha casa também há. Na vossa também existem problemas e as coisas resolvem-se. Mas nós já o fizemos. Eles dirão sempre que a razão é esta, ou é aquela”.

Não corresponde à verdadeira situação quem aponta o dedo para carências habitacionais destas famílias, referiu o autarca, que lembrou, “eles vivem numa casa que foi feita com muito carinho pela Câmara Municipal, aqui há alguns anos, casas que foram pagas integralmente pela Câmara Municipal. Penso que as famílias só terão a agradecer à Câmara da Maia esta bondade”.

Investimento em escolas

A visita presidencial passou pelas escolas EB1/JI do Lidador e EB1/JI da Prosela para analisar todas as intervenções que serão necessárias. António Silva Tiago referiu que, no que respeita ao Parque Escolar “tudo vamos arranjar”.

A Prosela funciona muito bem, “quase uma escola modelo”, sendo que a autarquia tem intenção de ali realizar “uma ampliação do refeitório, eliminando um sala do pré-escolar e, com isso, vamos construir praticamente uma nova escola, com uma sala para o pré-escolar, a ampliação do recreio incluindo uma parte coberta para os miúdos poderem brincarem de uma forma mais confortável”.

O presidente garante que a Câmara está “muita atenta” a estas coisas e tenta resolver os problemas ao máximo das suas possibilidades. Felizmente, acrescentou, “a Câmara da Maia tem capacidade e potencial para resolver os seus problemas, não precisa de ajudas”.

A visita prosseguiu por outros locais da freguesia como a Travessa Campo da Telheira, Parque de Quires, Rua da Aldeia, Cambados, Vilar do Senhor.

Novo Taxiway trará mais desenvolvimento da freguesia

A ANA Aeroportos está a preparar-se para construir um Taxiway novo para aumentar a capacidade de tráfego aéreo do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. A intervenção implica a necessidade de aumentar o túnel, efetuar um desvio na Rua da Fábrica, o que, explicou António Silva Tiago, “encontra-se já protocolado com a Câmara há dois anos. O projeto foi aprovado pela Câmara e pela Assembleia e a empreitada irá avançar este verão, prevendo-se que termine em setembro de 2019. Trata-se de um investimento de 40 milhões de euros”.

O autarca adiantou que este desenvolvimento do aeroporto gerará um incremento da economia, gerando mais emprego. Assim, “haverá a necessidade de criar mais hotéis, também na Maia, e neste momento, estão a ser construídos seis novos hotéis na área do Aeroporto. Isso é excelente para nós e Vila Nova da Telha. Na minha perspetiva, será uma freguesia que terá um forte desenvolvimento e aquilo que queremos é que o tenha de uma forma sustentada e não abrupta e sem regra, porque isso não é desenvolvimento. Queremos evoluir, mas de uma forma positiva”.

Presidente da Junta salientou entendimento com a Câmara

O presidente da Junta de Freguesia, Joaquim Azevedo Sousa agradeceu a iniciativa da visita do presidente da Câmara, que se fez acompanhar pelos vereadores. E salientou que “o entendimento com o senhor presidente é muito bom. Nós somos uma junta que respeita muito a Câmara e existe também respeito desta para com a Junta”. Aliás, explicou que a freguesia de Vila Nova da Telha, tem “alguns projetos e que deles temos vindo desde há algum tempo a falar com o senhor presidente, dizendo quais são as necessidades da freguesia”.

Joaquim Azevedo Sousa referiu que mostrou algumas das necessidades da freguesia a Silva Tiago e que este se mostrou atento, “tenho a certeza que vai fazer tudo para que essas obras aconteçam, como é o caso das escolas, para dar mais qualidade e comodidade às crianças da nossa freguesia”.

Por seu lado, António Silva Tiago considerou “sensatas” as aspirações do autarca de Vila Nova da Telha, adiantando que a Câmara vai dar um apoio de 40 mil euros para a reabilitação do edifício da sede da Junta, um “edifício muito bonito e que o presidente já me disse que as obras já estão adjudicadas”.

A Junta de Vila Nova da Telha também tem dado importância às acessibilidades, sendo que na parte antiga é onde se sentem mais necessidade de intervenção, como explicou Joaquim Azevedo Sousa: “A nossa freguesia divide-se em duas partes, a zona histórica e a zona nova da freguesia, sendo que somos uma freguesia que a nível de acessibilidades, na parte nova, não tem grandes necessidades.

No que diz respeito à zona histórica há algumas dificuldades, porque são ruas estreitas e antigas. Sempre que nos é solicitado pelas pessoas, que nos apresentam aqui na Junta de Freguesia algum problema, vamos ao encontro dessas necessidades. São situações pontuais”.

Angélica Santos