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Maia recebeu os três candidatos à Distrital do PSD Porto

Realizou-se, no passado dia 13, um debate entre os candidatos à comissão Política Distrital do Porto do Partido Social Democrata.

Na corrida para o lugar, ocupado nesta altura por Bragança Fernandes, estão três militantes laranja: Alberto Machado, atual presidente da Secção do Porto e presidente da Junta de Freguesia de Paranhos; Alberto Santos, antigo presidente da Câmara Municipal de Penafiel, onde é agora presidente da Assembleia Municipal, e Rui Nunes, médico e professor catedrático.

Num debate, marcado pelos projetos dos candidatos e ideias chave das diferentes candidaturas, foi notória a preocupação de todos na preparação do processo autárquico de 2021 e na necessidade de reverter o ciclo de perdas que têm acontecido a este nível no distrito. O PSD detém agora a presidência de apenas cinco municípios.

Outra das ideias chave para as eleições do próximo dia 30 de junho foi o apoio de todos à candidatura de Bragança Fernandes à mesa da assembleia distrital, tendo os candidatos declarado o seu apoio naquilo que se prevê ser uma corrida sem concorrência para este órgão.

A Secção da Maia foi a única a optar por este modelo de debate entre todos os candidatos em simultâneo e com dois moderadores (António Fernandes e Aloísio Nogueira), fugindo à típica apresentação das propostas cada uma por sua vez.

Cerca de 250 pessoas assistiram à sessão em que não houve debate propriamente dito, com os candidatos a investirem na exposição dos seus pontos de vista, sobre o modo como exercerão o seu mandato e as medidas que preconizam para melhorar a ação política na maior distrital laranja do país.

Alberto Machado

O candidato que lidera atualmente a Junta de Paranhos recordou o seu trajeto político nas diversas estruturas do partido, entre elas, a de membro da Comissão Política nos últimos quatro anos e a de autarca, agora, na presidência da Junta de Freguesia.

Com um discurso muito dirigido ao aparelho do partido e para a mudança no “modo de fazer política”, Alberto Machado sublinhou a vontade de uma maior proximidade com os agentes partidários, salientando que as concelhias são a alavanca do PSD na recuperação de militantes.

Alberto Santos

Alberto Santos evocou a longa experiência política nos mais diversos cargos autárquicos e, sobretudo, na de presidente da Câmara de Penafiel durante 12 anos.

A sua participação cívica nos mais diversos organismos públicos, culturais, de solidariedade social e o apelo de destacados militantes do distrito, associada à sua capacidade de liderança e de obtenção de consensos, demonstrada ao longo da sua vida pública, foram elementos determinantes da sua candidatura.

Alertou que não será um candidato de facção, de quaisquer grupos, nem de qualquer concelho do distrito em especial. Para Alberto Santos, o distrito do Porto precisa de uma voz e de uma liderança fortes. O lema da sua candidatura é mesmo “Porto de partida: Uma voz, uma liderança”.

Rui Nunes

Rui Nunes começou por interrogar: a que se ficou a dever o resultado desastroso nas últimas eleições autárquicas? Na sua perspetiva, o PSD tinha a obrigação de fazer muito melhor no distrito.

Com uma linha de discurso orientado para a transparência, mobilização e proximidade, Rui Nunes foi perentório na recusa aos candidatos a deputados oriundos de fora do distrito: os candidatos “paraquedistas”.

O médico vincou que luta por um partido social e democrata e o lema da sua candidatura é “Unir para vencer”.

Consenso em torno de Bragança Fernandes

Os três candidatos confluíram no apoio à candidatura independente de Bragança Fernandes à Assembleia Distrital, elogiando a sua personalidade e a confiança e independência que nele depositam no exercício do cargo.

No encerramento os três candidatos tiveram oportunidade de reforçar as linhas orientadoras do seu projeto para a Distrital. Para Rui Nunes, intensificar as relações entre concelhias e a distrital e reconstruir a família social-democrata é o caminho para evitar o descalabro das últimas eleições.

No desafio lançado pelos moderadores para que os candidatos divulgassem os nomes dos militantes da Maia que iriam participar nas listas, Rui Nunes disse que não tinha a lista elaborada, mas que a sua equipa era a de todos os militantes.

Alberto Santos, não deixou igualmente de destacar a necessidade de maior proximidade entre a estrutura Distrital e as Concelhias descentralizando as reuniões com a participação dos militantes concelhios. Só assim se consegue conciliar pontos de vista divergentes, no sentido de um PSD mais forte e coeso, defendeu. Assentando o seu discurso nos valores do PSD, não quis deixar de referir o seu mandatário Arlindo Cunha como exemplo da seriedade, transparência e competência demonstrados nos mais diversos cargos públicos nacionais e internacionais honrando sempre o partido.

Alberto Santos reconheceu que o seu trajeto na vida pública deve-se não só às oportunidades que o partido lhe proporcionou, mas também ao seu empenho no compromisso político e na seriedade com que enfrenta os problemas. Por isso, afirmou, a sua equipa é “constituída por militantes com esse mesmo empenho e seriedade”. Não terá uma lista de presidentes de Câmara ou deputados, nem tão pouco de candidatos a esses lugares enquanto membros da Comissão Política Distrital. Daí ter escolhido Paulo Ramalho para seu primeiro vice-presidente.

Por falta de tempo, Alberto Machado fez uma curta intervenção final de pouco mais de dois minutos em que voltou a referir o slogan “Mudar para Vencer”, reforçando a importância de uma política de proximidade e na ocupação de espaços políticos por preencher. Disse ainda que os militantes maiatos Arménio Lopes e Orlando Leal farão parte da sua lista.

Paulo Ramalho entende que Alberto Santos tem “o melhor perfil”

Candidato a 1º vice-presidente na lista encabeçada por Alberto Santos à Comissão Política Distrital do PSD/Porto, o vereador da Câmara da Maia, Paulo Ramalho, identifica-se com este projeto para o distrito, “claramente um projeto inclusivo e mobilizador, assente numa vontade fortemente transformadora e nos verdadeiros valores da social-democracia, que privilegia a coesão territorial e o reforço da relação de confiança e de compromisso com a sociedade civil”.

O vereador maiato entende que é Alberto Santos quem tem “melhor perfil e capacidade para a liderança da Distrital do PSD/Porto, pois para além das competências políticas, assentes num capital de experiência e conhecimentos enorme, face às funções públicas que já exerceu, designadamente enquanto presidente da Câmara Municipal de Penafiel e presidente do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, com o sucesso que todos conhecemos, é também um advogado e escritor de méritos reconhecidos, e com uma forte relação com a sociedade civil”.

No que respeita à separação após o projeto comum de Alberto Santos e de Alberto Machado, Paulo Ramalho acrescenta que, acima de tudo, “os interesses das concelhias maiores não podem colocar em causa a afirmação de qualidades como o mérito e a competência enquanto fatores principais de escolha.

E esta vontade intransigente de Alberto Santos chocou de alguma forma com a vontade de Alberto Machado e da concelhia do Porto e até de outros dirigentes do Distrito…”