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“A segurança começa em cada um de nós…”

O seminário “A segurança começa em cada um de nós…” realizou-se na manhã do dia 21 de junho, no Fórum da Maia, numa organização da Câmara Municipal da Maia (CMM), em parceria com a ANPC (Associação Nacional da Proteção Civil) e a ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho).

A ACT foi representada por Amélia Almeida, Inspetora do Trabalho do Centro Local do Grande Porto, e por Paula Sousa, Técnica Superior do Centro Local do Grande Porto. Enquanto que a ANPC foi representada por Regina Ferreira, Técnica Superior do CDOS – Porto.

O seminário foi aberto por Mário Nuno Neves, vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal da Maia, foi encerrado por Ana Miguel Vieira de Carvalho, vereadora dos Recursos Humanos da CMM, e Luís Taxa foi o moderador do seminário.

Este técnico abordou as temáticas “Segurança contra incêndios em edifícios e recintos”, a “Segurança no trabalho” e “Segurança em empreitadas de obras públicas”. As representantes da ACT falaram sobre o tema “Geração segura e saudável: um caminho a percorrer”. Enquanto Regina Ferreira abordou os temas “Regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios” e “Resolução do concelho de ministros nº 13/2018”.

O seminário começou com um rápido discurso de Mário Nuno Neves, onde agradeceu aos presentes, sublinhando que a segurança é algo bastante importante e que se as pessoas não o tivessem percebido antes “o nosso planeta já não seria habitado por seres humanos”.

Amélia Almeida e Paula Sousa, da ACT, falaram das suas experiências de fiscalização e da preocupação em melhorar as condições dos jovens trabalhadores. Explicaram que quando existem denúncias, procuram ouvir a versão dos trabalhadores, longe dos seus empregadores, procurando perceber as causas dos problemas ou acidentes. Estas responsáveis consideram este aspeto mais importante do que atribuir culpas nestes casos.

Cerca de 15% dos trabalhadores são jovens entre os 18 e os 24 anos e são os que mais sofrem acidentes. Os jovens trabalhadores estão expostos a vários fatores de risco, como a inexperiência. Eles correm quatro vezes mais riscos de sofrerem acidentes de trabalho, pois sujeitam-se a trabalhos mais perigosos e precários. A ACT tem um papel de sensibilização essencial junto das empresas, assim como dos parceiros sociais. O papel das escolas também é importante, pois quanta mais formação o trabalhador tiver, menos riscos corre.

*André Ferreira (estagiário da Escola Secundária do Castelo da Maia – Curso Científico-Tecnológico de Comunicação Social)