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Aprovada moção do BE para a criação de Estação de monitorização do ar e ruído em S. Pedro Fins/Folgosa

O grupo parlamentar do BE na Assembleia Municipal da Maia apresentou uma moção, na sessão do passado dia 25, que foi aprovada, propondo a instalação, em S. Pedro Fins/Folgosa, de uma Estação de medição, monitorização e controle do ar e ruído, certificada para todos os poluentes e ruídos provenientes da Siderurgia Nacional.

Este ponto constava já do programa eleitoral do BE para as Assembleias de Freguesia de Folgosa e S. Pedro Fins, onde o Bloco alertava para a evidência de patologias do foro respiratório acima da média nacional, bem como para os custos adicionais da população local com a limpeza e conservação das habitações, automóveis e espaços verdes devido à constante acumulação de partículas de cor amarela espalhadas pelo vento ao longo de vários quilómetros.

Em nota de imprensa que o BE fez chegar à nossa redação é explicado ainda que «a escolha do local da instalação, bem como a certificação, monitorização e controle desta unidade, que se junta às já existentes nas Freguesias de Vila Nova da Telha e da Cidade da Maia (Vermoim), deverão ser efetuados por uma entidade independente, e os resultados das medições deverão estar disponíveis para consulta pública e serem apresentados com regularidade aos deputados da Assembleia Municipal».

Na moção do BE consta ainda um ponto de recomendação à Autoridade de Saúde Nacional, através da Administração Regional de Saúde do Norte, para que mande efetuar rastreios à população de S. Pedro Fins e Folgosa, «que tenham em conta a exposição durante dezenas de anos aos poluentes específicos na produção da Siderurgia, libertados no ar, águas e solo, bem como a exposição ao ruído elevado».

A moção do Bloco de Esquerda foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Municipal da Maia. Na sessão de 25 de junho, o BE recordou «as 97 mil toneladas de resíduos oficialmente autorizadas, provenientes da Siderurgia, que afinal se transformaram em 320 mil toneladas a remover das escombreiras das minas de S. Pedro da Cova, questionando como foi possível transportar mais 238 mil toneladas de resíduos perigosos do que o permitido por zonas altamente policiadas e fiscalizadas. O caso está ainda sob investigação, tendo já sido constituídos vários arguidos nesse processo, em que o Ministério do Ambiente e a Junta de Freguesia de S. Pedro da Cova (Gondomar) se constituíram assistentes».