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PCP repudia fecho da Caixa nos Maninhos

O PCP repudiou o encerramento de mais uma agência da Caixa Geral de Depósitos no concelho da Maia, no passado mês de junho. Desta vez foi a Caixa dos Maninhos que fechou portas.

O PCP referiu em comunicado que a intenção da Administração da Caixa Geral de Depósitos «de encerrar mais esta agência no concelho da Maia até ao final de Junho merece o repúdio dos seus clientes e de todos os que querem a CGD como um banco público ao serviço do povo e do país».

Num total a CGD encerra no país cerca 70 balcões até ao fim deste ano, depois de na leva anterior – entre 2010 e 2017 – terem fechado mais de 200 dependências e despedidos 2000 trabalhadores. Na Maia fechou por essa ocasião o balcão de Pedras Rubras.

Para o PCP, «é fundamental travar esta política e reforçar a presença da CGD em todo o território nacional. O país precisa de um banco público forte e pronto a alavancar a economia nacional e não do enfraquecimento do seu papel de instituição pública, servindo assim e apenas os interesses da banca privada».

Considerando esta dependência da CGD «de grande importância para a população, sobretudo a mais idosa, mas também para o comércio e atividade local, o PCP manifesta o seu total empenhamento na luta contra o encerramento das agências bancárias da CGD e a extinção de postos de trabalho».

Defesa dos transportes e mobilidade

Para a divulgação das principais propostas do PCP em defesa dos transportes públicos e da mobilidade, a comissão concelhia do PCP realizou, no passado dia 25, junto da estação de Metro Fórum Maia, uma ação de contacto com a população. Na altura, Alfredo Maia, eleito da CDU na Assembleia Municipal da Maia assinalou algumas das propostas mais urgentes com importantes efeitos na Maia: expansão da rede do Metro do Porto; valorização do “Andante”; reabertura das linhas ferroviárias de Leixões-Ermesinde e Leixões-Campanhã.
Alfredo Maia reforçou a necessidade de dar prioridade “ao prolongamento da linha entre o Castelo da Maia e a Trofa, condição essencial para melhorar a mobilidade da população e retirar trânsito à Nacional 14”, assim como a “criação da linha entre o Hospital de S. João e o centro da Maia, com passagem por Pedrouços, Águas Santas, Milheirós e Gueifães”.

Outra das linhas de divulgação desta ação incidiu sobre o que se considera “um desperdício não estar a ser usada para o transporte de milhares de passageiros por dia, a linha existente em particular na zona de Pedrouços e Águas Santas, e servindo também zonas industriais estratégicas da Maia, Matosinhos e Valongo”.
O PCP fez aprovar na Assembleia da República uma proposta para: a reabertura e criação de uma estação de ligação junto do Hospital de S. João; a recuperação da Estação de Sangemil e outras; a construção de novas estações ou apeadeiros, inclusivamente na zona do Meilão/Alto da Maia. Além disso, a CDU fez aprovar na Assembleia Municipal da Maia uma moção exigindo a reabertura dessas linhas.

Outro dos protestos do PCP continua a incidir sobre as portagens, nomeadamente na A4 e na A41, “que tanto penalizam a população da Maia”. Em nota de imprensa, o PCP refere que «a Maia é o único concelho do Grande Porto cuja população tem de pagar portagens para circular no seu território. Esta situação profundamente injusta só se mantém devido à cumplicidade entre o PSD, CDS e PS.”

Os comunistas lembram que estes partidos chumbaram recentemente, na Assembleia da República, um projeto do PCP para a abolição das portagens na A4, na A28, na A41/A42 e na A29.