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Recomendação do PAN para redução do uso de plásticos aprovada

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresentou duas recomendações à Câmara Municipal, durante a última Assembleia Municipal da Maia. Apenas foi aprovada a moção que recomenda à Câmara da Maia que em todas as atividades e eventos por ela promovidos, seja incentivada a redução gradual da utilização de louça descartável de plástico, bem como a sensibilização da problemática do plástico junto dos restantes órgãos municipais. A moção foi aprovada por unanimidade.

«Na Europa geram-se 58 milhões de toneladas de plásticos por ano, sendo que dessa quantidade apenas 30% é reciclada. Significa isto que os restantes 70% de plástico produzido ou vão para aterro (onde demoram cerca de 450 anos a decompor-se) ou são incinerados. Segundo dados da Comissão Europeia, a incineração de plástico contribui aproximadamente para a emissão anual de 400 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera.

Existe uma necessidade urgente de travar os problemas ambientais que resultam, atualmente, da produção, da utilização e do consumo de plásticos. Os milhões de toneladas de resíduos de plástico que, anualmente, se acumulam nos oceanos são um dos sinais mais visíveis e alarmantes destes problemas, constituindo, cada vez mais, motivo de preocupação pública», alerta o PAN.

O PAN defende, assim, que “o desincentivo da cultura do uso do descartável e a estimulação do uso de materiais duráveis e reutilizáveis devem integrar as Políticas de Ambiente Sustentável do Município da Maia”, afirma Clara Lemos, deputada do PAN, vendo com agrado a aprovação por unanimidade da sua recomendação, acreditando que o exemplo deve começar pelo executivo.

O PAN apresentou ainda a recomendação “Por um Espaço Público Livre de Glifosato”, recomendando à Câmara Municipal o estudo e implementação de um plano alternativo à utilização de glifosato em todos os espaços públicos do município, mas esta foi rejeitada.

É já sabido que o glifosato é potencialmente cancerígeno para o ser humano (OMS), sendo que o PAN considera que «a precaução deverá ser a base de decisão quando se trata de saúde pública, não sujeitando as pessoas e todos os restantes animais a riscos desnecessários, pelo que continuará a lutar por uma Maia Livre de Glifosato».