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Maia requalifica 16 escolas a partir deste verão

Em 2018 a Câmara Municipal da Maia investe cerca de 9,5 milhões de euros na reabilitação das escolas do concelho, dotando-as de melhores condições de funcionamento para o próximo ano letivo. Um programa de requalificações que abrange 16 escolas do concelho.

No último dia de julho, o presidente da Câmara da Maia e a vereadora da Educação do executivo, António Silva Tiago e Emília Santos, deslocaram-se à Eb1 de Pedrouços para avaliarem no local o andamento da renovação desta escola e apontarem um balanço até ao momento deste programa de intervenções escolares, que tem por objetivo alcançar em 2020 um parque escolar completamente requalificado e com ótimas condições de conforto para as crianças.

António Silva Tiago explicou à comunicação social que “em todo o concelho se desenvolve um programa de reabilitação do parque escolar, construindo quase de raiz algumas escolas – como as Eb 2,3 da Maia, de Gueifães e também a de Moreira. Esse é um investimento de 7 milhões de euros. Somos o município que conseguiu o maior volume de financiamento do Portugal 2020, o que é muito importante para o município”.

Naturalmente, o município procurou desenvolver a grande parte dos trabalhos neste “período de vazio em que as escolas estão sem aulas”, aproveitando para, nesta visita de apreciação à Eb1 de Pedrouços, enaltecer o “corpo técnico da Câmara, desde os técnicos superiores aos operários especializados, de várias áreas, que neste período realizam as obras de conservação”.

O autarca especificou que são cerca de seis escolas que estão a ser recuperadas pela equipa da Câmara. As obras mais profundas de reabilitação realizam-se através de empreitadas, exigindo-se concursos públicos.

Até 2020 renovam-se 40 escolas primárias

As intervenções no parque escolar do ensino básico incluem obras nos recreios – e nalguns casos nos pavimentos – implementando coberturas, isto em boa parte dos perto de 40 estabelecimentos de ensino, embora essas obras não se esgotem neste ano civil de 2108, “vão prolongar-se por 2019 e 2020, sendo o objetivo termos em 2020 recreios cobertos na totalidade do parque escolar”, afirmou António Silva Tiago.

Por seu lado Emília Santos complementou que se trata de “uma estratégia pensada pelo presidente da Câmara da Maia, que fazia parte do programa eleitoral, dotar as escolas deste tipo de espaços que ofereçam conforto às crianças, que passam cada vez mais tempo nas escolas e precisam de atividades ao ar livre e de áreas onde possam desenvolver atividades extra-curriculares diversas.

Algumas das escolas básicas já possuem coberturas de recreios, mas nalguns casos não numa área suficiente para o número de crianças que frequentam o estabelecimento nem para o conforto que se exige pela maior permanência no espaço escolar, porque atualmente a criança está na escola o dia todo”.

Dado serem muitas escolas e cada uma com a sua particularidade, estas obras devem ser consideradas caso a caso, sendo também necessário prever as verbas necessárias, de acordo com o orçamento do município, razões pelas quais a construção das coberturas tem que ser feita de forma gradual e não apenas num ano letivo.

EB 2,3 de Moreira terá ampliação

As empreitadas para as EB 2, 3 de Gueifães e da Maia já receberam o visto do Tribunal de Contas (TC) e os empreiteiros já estão a montar estaleiro e os contentores de substituição das salas de aula, pelo que muito em breve as obras começam. A EB 2,3 de Moreira aguarda ainda o visto do TC, mas espera-se que no final de agosto as obras possam arrancar. Nestas escolas as obras decorrerão ainda durante o ano letivo, mas com o funcionamento das aulas devidamente assegurado nas diferentes fases da intervenção.

De referir que nesta EB2,3 de Moreira a obra além da requalificação inclui uma ampliação, sendo que o ano letivo começará já tendo em conta essa nova situação do estabelecimento de ensino, recebendo mais duas turmas, que funcionarão por enquanto em dois pavilhões amovíveis.

A par de todas estas intervenções, o executivo está a trabalhar a componente pedagógica e de enriquecimento curricular para o próximo ano para que as crianças aprendam, “mas também se sintam felizes na escola”, concluiu Emília Santos.