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Marco Silva coleciona prémios enquanto prossegue carreira musical internacional

Marco Silva é um jovem trompetista nascido na Maia. Com apenas 25 anos este jovem músico já integra orquestras internacionais de prestígio na Suíça e na Alemanha e já tem um conjunto de prémios de alto gabarito. O mais recente foi o 2º lugar no Prémio Jovens Músicos 2018 promovido pela Antena 2/Casa da Música.

Marco Silva foi um dos quatro finalistas deste concurso com “uma grande abrangência e nível de exigência”, como explicou em entrevista ao Primeira Mão, após a final, que teve lugar no dia 27 de julho, na Casa da Música no Porto.

O músico considerou que, independentemente de qualquer prémio, estar na final do concurso Jovens Músicos 2018 já é bastante prestigiante, uma vez que “estando associado à Antena 2 encontra-se bastante exposto em termos promocionais”. O maiato refere que já conquistou vários prémios noutras participações em concursos, incluindo este Prémio Jovens Músicos da rádio pública portuguesa (conquistou dois primeiros lugares em edições anteriores), o que é sempre mais um patamar na carreira, dado que “todos os concursos têm o seu grau de exigência e acabam por significar a abertura de algumas portas”.

Importante para a construção da carreira de um jovem músico são também os festivais e esse é um aspeto que Marco Silva não descura: “no mês passado participei num festival na África do Sul, onde trabalhei com grandes músicos, como o primeiro trombone da Metropolitan Opera de Nova Iorque, a flautista da Orquestra de Chicago, músicos da Orquestra de Los Angeles e por aí fora”.

Esta experiência de trabalhar com grandes músicos também contribui muito para o crescimento de um músico, faz com que, como diz Marco Silva, “possamos sair da caixa”. Naturalmente que este desenvolvimento de carreira exige “muito trabalho, muita independência dos pais e capacidade de arriscar, mostrando sempre empenho e motivação”. De acordo com o jovem músico todos estes fatores acabam por compensar e contribuir para que as pessoas acreditem no seu trabalho.

Os seus estudos iniciaram-se no Conservatório de Música da Maia, passou ainda pela Escola da ARTAVE e foi bacharel na Escola Superior de Música de Lisboa.

Entrou em 2014 na Zürcher Hochschule der Künste, na Suíça, para completar o mestrado como solista. Uma das participações marcantes foi entre 2012 e 2013 na Orquestra de Jovens do Mediterrâneo.

Atualmente, Marco Silva trabalha na que foi considerada, em 2014, a melhor orquestra de ópera do mundo, a Ópera de Zurique, e é também primeiro trompete na Orquestra Filarmonia Konstanz (sul da Alemanha).