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Cuidados no verão com os “amigos de 4 patas”

Chegado o verão, em férias ou por casa, a família reúne-se de forma mais descontraída. E ninguém deve ser excluído. Os “amigos de 4 patas” devem continuar a ter atenções e adequadas à época em que estamos inseridos.

O aumento das temperaturas, depois da época das chuvas, atrai a abundância de insetos – moscas e mosquitos – e de parasitas em geral – vermes, pulgas e carraças, que até em função das alterações climáticas, cada vez mais aumentam o seus ciclos biológicos e alargam as suas zonas geográficas tradicionais.

Esta situação obriga de igual forma a mudar o paradigma de atuação profilática e a ter mais cuidados em geral com os nossos animais. Temos de pensar na profilaxia de muitas doenças parasitárias e infeciosas, cujos vetores agora abundam, bem como de olhar para outros problemas ligados à deslocação para férias.

Devem ser tidas atenções para parasitas internos e externos. No primeiro caso, na transição da primavera, é costume ter-se já feito uma desparasitação mais ou menos programada mas, na eventualidade de a não ter feito ou se o habitat do animal for de muita suscetibilidade a essas transmissões, convém planear com tempo um diagnóstico e eventual desparasitação para não coincidir com o tempo de viagem.

No caso dos parasitas externos, não dependendo muito da zona para onde se vá, até pelo que acima foi dito, convém não só viajar com o seu animal sem esses parasitas, pulgas ou carraças, bem como pensar na prevenção à maior suscetibilidade na transmissão de várias doenças – doença de Lyme, leishmaniose, por vetores como mosquitos, flebótomos, que não sejam muito correntes na zona de origem.

Com a chegada do Verão, tosquiar ou não?

Há que ter em conta que se retirar por completo o pêlo ao seu animal ele irá sobreaquecer muito mais. É que o pêlo ajuda na função termorreguladora do organismo do seu animal.

Certamente já reparou que em situações de calor o seu cão começa a arfar e só isso já providencia 80% do seu sistema de arrefecimento. Os cães de pelagem dupla (constituída por pêlo e subpêlo), estão protegidos tanto do frio como do calor, este tipo de pelagem é impermeável, assim, o ideal para proteger o seu cão do calor é remover pêlo morto através de escovagens regulares.

Os cães sem dupla pelagem, precisam do pêlo para se protegerem dos raios solares, a sua pelagem não é impermeável e nestes casos os cães podem ser tosquiados desde que não sejam expostos ao sol para não causar queimaduras e cancro de pele.
Antes de mandar cortar o pêlo ao seu animal, informe-se sobre a melhor prática.

E porque não aproveitar o tempo propício para momentos ao ar livre para ir até um Centro Canino e treinar o seu cão?

André Leite, proprietário e diretor do Lucky Club – Centro Canino, em Silva Escura, defende que o treino de um cão de companhia “não é uma vaidade, mas antes uma necessidade”.

Os cães devem ser submetidos a um treino de socialização e obediência básica. André Leite explica que o treino é fundamental para que o cuidador possa “usufruir muito mais das qualidades e das caraterísticas” do seu animal de estimação. Quando este sabe comportar-se junto das pessoas e aprende regras básicas para saber estar nunca criará embaraços para o dono ou para a sociedade.

Um treino básico pode demorar cerca de 6 meses, dependendo muito da vontade do dono. O cão merece todo o “respeito”, mas o dono deve procurar ajuda para o compreender e saber lidar com ele.

(Artigo redigido com colaboração de Dr. Carlos Paulo, Juliana Moutinho e André Leite)