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Lar e centro de dia em VN Telha é a grande ambição de Joaquim Azevedo

Joaquim Azevedo foi eleito presidente como independente em Vila Nova da Telha e, numa coligação com o PSD/CDS-PP, afirma ter um trabalho proveitoso num contexto de diálogo, ao longo do último ano de trabalho na Junta de Freguesia.

Após quase um ano de exercício na presidência da Junta como tem decorrido o seu trabalho e ligação com toda a equipa?

O mandato tem decorrido dentro da normalidade e expectativas, temos uma coligação com o PSD/CDS-PP, em que existe um grande respeito e espírito de equipa, em que o nosso objetivo é comum, o melhor para a freguesia de Vila Nova da Telha.

O presidente da Assembleia tem tido um trabalho de colaboração com o executivo, sem deixar à parte as suas funções de fiscalização.
Com os deputados da Assembleia de freguesia das restantes forças políticas o respeito é mútuo.

Tem feito um trabalho de proximidade com a população?

Sim, caso contrário era impossível uma força política como os Independentes por Vila Nova da Telha estar à frente dos desígnios da freguesia há tantos anos consecutivos.

Uma das minhas prioridades e preocupações é estar atento às necessidades da população, conhecer a nossa realidade. Isso só acontece porque visito os vilanovenses no dia a dia, estando atento e recetivo ao diálogo.

É também necessário saber reconhecer junto dos vilanovenses que, por vezes, as nossas pretensões ou objetivos não são fáceis de realizar a curto prazo, mas como é hábito, e quem me conhece sabe que, sou uma pessoa persistente e que não desisto facilmente, não baixando os braços às dificuldades. Só pararei quando conseguir atingir os objetivos necessários que a freguesia de Vila Nova da Telha precisa e tanto merece.

Que tem já em fase de implementação para colmatar as necessidades existentes?

A nossa freguesia continua com algumas necessidades. Nesse sentido temos tido reuniões com o Sr. Presidente da Câmara, Eng. Silva Tiago, e respetivos vereadores, com a pretensão dos projetos por nós solicitados serem analisados e estudada a sua viabilidade. Só assim, e com esta colaboração camarária, conseguiremos alcançar os objetivos pretendidos para os vilanovenses.

Então tem havido no relacionamento com este executivo camarário abertura e colaboração?

Sim. Este presidente e vereadores tiveram o cuidado de se deslocar a Vila Nova da Telha para conhecer a nossa realidade, o que temos de bom e o que ainda precisamos melhorar.

É um relacionamento cordial e de grande abertura para os projetos solicitados para a freguesia.

Só desta forma e com este espírito de confiança e trabalho posso alcançar os objetivos propostos na minha campanha eleitoral. Só assim conseguirei que os vilanovenses possam dizer que têm qualidade de vida e que vivem numa freguesia de excelência, que é o que este executivo pretende alcançar.

Quais os principais projetos que tem para o mandato?

Um dos principais que eu e o meu executivo temos é a elaboração do projeto para a construção de um lar e centro de dia na freguesia. É um objetivo ambicioso mas que iremos, com a colaboração da Câmara Municipal da Maia, conseguir realizar.

Temos também outros objetivos como o aumento das instalações da Escola EB1JI da Prosela com a construção de um mini Polidesportivo, um aumento da cantina e uma nova sala para a pré-primária. Pretendemos também conseguir a cobertura do Polidesportivo da Escola EB1JI do Lidador e a reparação do pavimento do recreio.

Uma das nossas preocupações é a reparação das caldeiras das árvores da Urbanização do Lidador, que estão a danificar os passeios e já algumas ruas. Está já a ser estudada pela Câmara Municipal da Maia uma nova solução definitiva para a regularização das árvores e dos pavimentos nesses espaços.

Do contrato de delegação de competências assinado com a Câmara Municipal, o que destaca como pontos positivos e menos positivos?

Destaco como pontos positivos a atribuição de mais competências, no âmbito da Educação, à Câmara Municipal da Maia, ficando as verbas que nos foram atribuídas para as obras necessárias nas infraestruturas da freguesia.

Destaco como ponto negativo continuarmos a depender do poder camarário para a execução de grandes obras, sabendo que se detivéssemos essa autonomia e essa disponibilidade financeira, poderíamos realizá-las mais atempadamente.

Esta negociação do Contrato de Competências com a Câmara Municipal para a futura gestão da Junta de freguesia, na minha opinião, foi uma negociação mais justa em relação aos anos transatos, porque obedeceu a critérios mais equitativos para todas as freguesias. Vila Nova da Telha teve assim um aumento percentual de 21%, que corresponde a 9.841,94€ por ano.

Como analisa a ideia de o governo reverter a agregação das freguesias?

A minha análise é que a agregação das freguesias nunca deveria ter acontecido, como nós defendemos no início do processo. Os anos vieram dar razão à nossa tomada de posição, nas medidas e implementações feitas na nossa freguesia.

Como se verifica, com a agregação das freguesias em questão, deixou de existir a proximidade com a população, os custos com a gestão aumentaram, a qualidade das freguesias piorou e a qualidade de vida dos moradores acabou consequentemente por ser afetada.

Do meu ponto de vista, a ideia de reverter a agregação das freguesias, se acontecer, não deverá ter contornos políticos.