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Maia terá um novo hospital da Cruz Vermelha dentro de um ano

A Câmara Municipal da Maia (CMM) e a Cruz Vermelha Portuguesa assinaram hoje um protocolo que permitirá a abertura, dentro de um ano, de um novo hospital de cuidados continuados, em Águas Santas, Maia. Um equipamento de saúde que terá um custo aproximado de 2 milhões de euros.

O protocolo de colaboração financeira destina-se a formalizar a aquisição do imóvel, na rua de Timor, em Águas Santas, no valor de 250 mil euros por parte da Câmara Municipal da Maia, que cede o edifício ainda por acabar à Cruz Vermelha. E esta instituição obriga-se perante o município maiato a disponibilizar três camas a munícipes residentes no concelho da Maia, sob indicação dos serviços municipais, os quais assegurarão cumprimento das necessidades dos cuidados paliativos a prestar.

Na cerimónia marcou presença o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), Francisco Georges, bem como os recém-empossados elementos da nova direção da delegação da Maia da CVP, presidida por José Ferreira, assim como os curadores da delegação, António Bragança Fernandes, Silva Peneda e Marta Peneda.

Francisco Georges explicou à comunicação social que “esta é uma unidade de última geração pela qualidade do equipamento e, sobretudo, pela produção. Teremos 44 postos de trabalho qualificados de jovens licenciados, não só em enfermagem como em fisioterapia, ou em terapia da fala, que também serão importantes para o município”.

Na vertente da saúde “é um equipamento importante”, acrescentou Francisco Georges, porque vai “tirar pressão dos hospitais centrais, sobretudo durante as semanas frias do ano. Isto porque os doentes com problemas crónicos, com problemas de saúde de evolução arrastada, não podem ocupar camas de doentes agudos, que são necessárias para internar, sobretudo durante o inverno, as pessoas que adquiram problemas respiratórios, devido aos vírus que circulam nessa época. É assim muito oportuno, essencial mesmo, que os doentes crónicos em convalescença sejam colocados em unidades também de qualidade, mas para libertarem camas de agudos. Este é um exemplo importante de boas práticas em termos de saúde, em particular, no que respeita a tratamento de idosos”.

De acordo com o presidente da CVP, o hospital daqui a cerca de um ano irá ter capacidade para 40 utentes, mas o projeto poderá ser ampliado, estando a CVP “em negociação com entidades como a ARS – Administração Regional de Saúde, para que se possa aumentar essa resposta”.

António Silva Tiago, presidente da Câmara da Maia, afirmou que este protocolo e o investimento de 250 mil euros por parte da autarquia irá “ajudar a resolver alguns problemas que a sociedade portuguesa tem, isto é, pessoas que são atendidas nos hospitais do Grande Porto e depois possam necessitar de um tratamento complementar e de continuidade numa unidade de cuidados continuados deste género”.

Angélica Santos