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Cidade da Maia vai duplicar espaços com parcómetros

Parcómetros Maia

A proposta da EMEM (Empresa Metropolitana de Estacionamento da Maia) já foi aprovada pelo executivo e Assembleia Municipal da Maia. Em breve o centro da cidade terá cerca de novos 600 lugares de estacionamento tarifado. A medida pretende disciplinar o parqueamento criando rotatividade.

A Empresa Metropolitana de Estacionamento da Maia (EMEM), cujo Conselho de Administração integra Mário Nuno Neves e Emília Santos, vereadores do executivo maiato eleitos pela coligação Maia em Primeiro, bem como Francisco Nogueira da Costa, propôs à Câmara Municipal o aumento das áreas de estacionamento pago de duração limitada no centro da Cidade da Maia. A proposta submetida ao executivo e à Assembleia Municipais foi aprovada em setembro.

Em reunião de Câmara, a proposta foi aprovada por unanimidade. Já na Assembleia Municipal de 17 de setembro, a proposta e parecer técnico foi aprovada por maioria, tendo o BE e a CDU votado contra. Registaram-se duas abstenções dos deputados Pedro Marques e Olga Freire, esta última a presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia.

A EMEM efetuou um estudo sobre a procura de estacionamento no centro da cidade e chegou à conclusão que há “falta de rotatividade” nas proximidades de serviços públicos e/ou de comércio, estacionamento abusivo e desordenado, além de “residentes insatisfeitos”.

Assim, do estudo realizado são apontadas como zonas mais problemáticas a Travessa Dr. Augusto Martins, Rua António Francisco da Silva, Rua Avelino Santos Leite, Rua Joaquim Oliveira Júnior, Rua Ângela Adelaide Calheiros Carvalho Menezes, Praça Almada Negreiros, Rua Dom Júlio Tavares Rebimbas, Rua Manuel Faro Sarmento, Avenida António Santos Leite, Rua de Argentat, Rua de Abel Sousa Fernandes, Rua Augusto Simões e Av. D. Manuel II.

No sentido de disciplinar o estacionamento, a EMEM propôs a instalação de parcómetros nas ruas, para promover a “rotatividade, e bem assim, promover uma satisfação mais equilibrada dos interesses dos interesses dos utentes que se deslocarão aos mais variados serviços e, de igual modo, eliminar o estacionamento abusivo – com contornos de estacionamento privativo não licenciado – que se vem assistindo desde a criação das baias de estacionamento nos ditos arruamentos até à data”.

A proposta da EMEM, com a qual a Câmara e Assembleia concordaram, apresenta um aumento previsível de mais de 600 lugares de estacionamento tarifado, o que corresponde a praticamente a duplicação de espaços tarifados geridos pela EMEM.

Nesta altura, a EMEM gere 741 lugares de tarifa paga na cidade da Maia (incluindo a zona envolvente do Aeroporto Francisco Sá Carneiro) em Zona 1 e Zona 6. O aumento será bem significativo e os maiatos ou visitantes terão que se habituar a pagar para parquear o automóvel.

BE levou o assunto à Assembleia de Freguesia Cidade da Maia

O Bloco de Esquerda votou contra a medida na Assembleia Municipal e o deputado na Assembleia de Freguesia da Cidade da Maia já fizeram aprovar, na última sessão, uma moção contra o estacionamento abusivo, que foi aprovada por maioria, com 10 votos a favor, 4 contra e 5 abstenções.

O BE considera a «decisão da Câmara Municipal da Maia de duplicar o número de lugares de estacionamento público com parquímetro na Freguesia Cidade da Maia uma decisão precipitada, que não teve em devida conta os efeitos económicos e sociais da medida para a população».

Para o BE, o problema da falta de estacionamento pode ser resolvido com “medidas adequadas de gestão do espaço público, construção de parques de estacionamento e promoção de alternativas de transporte coletivo amigas do ambiente” e que os parcómetros não são a solução.

O BE aponta que «a zona da cidade abrangida pela proposta anunciada ser uma zona residencial, onde habita um grande número de pessoas fragilizadas pela situação social que enfrentam, acentuando-se desta forma a desigualdade entre cidadãos».

Para o deputado Jorge Santos “a instalação de mais parquímetros pode ser um bom negócio para empresas camarárias ou privadas, mas não representa uma solução eficaz para o estacionamento abusivo”, acrescentando que tal se pode comprovar pelos exemplos de outras autarquias.