Assembleia da Concelhia do PCP da Maia elegeu equipa coordenadora

Decorreu no dia 3, nas instalações da Junta de Freguesia da Cidade da Maia, com a participação de meia centena de militantes, a XI Assembleia da Organização Concelhia da Maia, que elegeu a nova Comissão Concelhia, composta por 21 elementos.

Desta equipa dez elementos são estreantes, numa representatividade mais alargada das freguesias e com um número maior de mulheres.

Na apresentação do documento para discussão, Cristiano Castro, da DORP (Organização Regional do Porto do PCP) e responsável da organização, chamou a atenção para o facto de haver na organização da Maia potencialidades para construir uma organização «mais forte, mais ligada à vida, mais capaz de organizar e mobilizar outros para as lutas que se impõem e do esforço acrescido para a renovação, rejuvenescimento e para que mais camaradas assumam responsabilidades e levem o partido para a frente».

A proposta de Resolução Política, aprovada por unanimidade, mereceu considerações positivas de vários dos presentes relativamente às propostas para o concelho da Maia e na valorização do trabalho autárquico em curso, apesar dos resultados negativos das eleições autárquicas com a perda da vereadora na Câmara Municipal e da redução dos eleitos nas freguesias.

Foram feitos também reparos críticos sobre a necessidade de reforçar o trabalho e iniciativas locais e de mais reuniões alargadas de militantes, à necessidade do avanço do trabalho de difusão do “Avante!” e apresentadas sugestões para a publicação de um boletim informativo.

Jaime Toga, da Comissão Política e do Comité Central, encerrou os trabalhos da reunião magna dos comunistas maiatos com uma intervenção que versou a situação política, o papel dos comunistas na atual fase da vida política portuguesa e a prioridade do reforço da organização do partido.

O dirigente comunista falou ainda sobre a proposta de Orçamento de Estado, dos seus «avanços positivos, mas também sobre os constrangimentos derivados das opções do PS pelos interesses do grande capital».

Expôs com detalhe o que o esforço do partido e a luta dos trabalhadores têm, apesar de tudo, conseguido. Salientou a importância primordial da luta dos trabalhadores nesta fase do debate na especialidade para apelar à mobilização para a manifestação nacional da CGTP em 15 de Novembro, em Lisboa.