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Homenagem pessoal e coletiva aos mortos na Primeira Grande Guerra

A Câmara Municipal da Maia associou-se às celebrações do centenário do Armistício da Primeira Grande Guerra, com uma cerimónia solene nos Paços do Concelho no último domingo. No mesmo dia foi apresentada a laje junto ao monumento ao Lidador, que evoca todos os maiatos mortos neste conflito europeu.

O armistício de 11 de novembro de 1918 colocou um ponto final nos quatro anos de conflito. Nesta laje, é perpetuada a gratidão conjunta aos soldados da Maia que perderam a vida e que está patente na expressão: “a gratidão do município da Maia”.

Na sua intervenção na cerimónia, o presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, recordou que o próprio Salão Nobre da Câmara da Maia, sala de visitas do município, existe uma grande tapeçaria desenhada por Sobral Centeno, uma obra que representa uma batalha, travada no contexto da expansão do reino de Portugal e da Reconquista.

Assim, pode dizer-se que o nosso “país se moldou em combates. Que os guerreiros foram fundamentais na construção da nossa Pátria. E que a Maia desde os tempos imemoriais participou com bravura nessas lutas”.

E, sublinhou o autarca, é “uma das missões mais nobres e mais gratificantes de um executivo municipal” a de evocar “aqueles que, habitantes do concelho, desenvolveram, dentro ou fora dos seus limites, ações meritórias. A gratidão, o reconhecimento, a evocação desses maiatos é justamente o que este executivo deseja simbolizar nesta singela, mas significativa cerimónia.

Passam hoje exatamente 100 anos do Armistício, isto é, do final oficial da Primeira Guerra Mundial – a Grande Guerra. Nesse combate, inútil e estéril no que a Portugal diz respeito, participaram muitos maiatos. Cerca de sessenta na frente europeia da Flandres, talvez o dobro nos combates em África”.

É digno de nota, o facto de entre estas seis dezenas de militares, figurarem dois oficiais que foram depois, no seu percurso de vida, presidentes da Câmara Municipal da Maia, são eles António dos Santos, durante a guerra alferes de administração militar, e o Coronel Carlos José Moreira, então alferes de Infantaria, e o único militar maiato do quadro permanente.

O ciclo de evocações já começou há muito na Maia e só terminará no primeiro trimestre de 2019, como deu conta o presidente da Câmara, “com a publicação de dois livros, um reunindo todos os números do boletim “Notícias das Trincheiras”, de que se publicaram seis números por ano, e outro recolhendo imagens, textos e artigos produzidos ao longo desta evocação.

António Silva Tiago concluiu a intervenção com a homenagem pessoal e institucional: “termino prestando a minha homenagem, e a homenagem do município da Maia, aos militares maiatos que combateram na Grande Guerra e a quem o concelho está profundamente grato.

Que vivam então sempre entre nós as memórias dos soldados maiatos que cumpriram o patriótico dever de se sacrificar pela sua terra e pela lembrança dos seus antepassados”.