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Pais da Escola de Moutidos querem resguardos junto aos contentores

Cerca de 200 alunos da Escola Básica dos Moutidos, na Maia, estão a ter aulas em contentores. O problema surgiu com as chuvas dos últimos dias, pois os pais referem que não existem áreas cobertas nem sequer de resguardo junto aos pavilhões para abrigar as crianças.

O Porto Canal emitiu uma reportagem em que refere que a situação se verifica desde o início do ano letivo, sendo que os pais exigem que a autarquia construa zonas cobertas para os alunos.

Os contentores estão instalados no campo de futebol provisoriamente, enquanto decorrem as obras de requalificação da Escola, mas Paulo Lira, da Associação de Pais aponta algumas questões que causam preocupações de segurança: “se os contentores estivessem mais encostados à rede, as balizas poderiam ser deslocadas e haveria mais espaço. E no contentor das casas de banho existe ali um tubo por fora que não garante segurança mínima”.

Além destas situações há a questão do conforto quando chove, não existindo qualquer cobertura entre os pavilhões, argumentando Paulo Lira que “é necessário haver pelo menos uns resguardos às saídas das salas para que as crianças não fiquem logo à chuva quando entram ou saem”.

Ouvida na reportagem, a vereadora da Educação, Emília Santos, explica: “não podemos colocar aqui umas telas como a Associação de Pais inicialmente desenhou, pois com um vento mais forte esse material iria causar ainda mais insegurança aos alunos”. Por enquanto não há possibilidade de colocar coberturas para recreio, esclarece a responsável da Câmara Municipal da Maia.

No entanto, a vereadora da Educação explica que o conforto nos intervalos das aulas foi minimamente assegurado com a coordenação da escola que tem ao dispor dois pavilhões livres para as atividades e brincadeiras das crianças.

Emília Santos explicou que foi pedido à direção da escola que organizasse os intervalos de maneira a que “viessem cá fora duas turmas de cada vez” e pudessem usufruir desses dois espaços com maior comodidade, quando está a chover.

De acordo com a vereadora o “problema foi o empreiteiro não poder estar na obra” devido ao atraso do visto do Tribunal de Contas, ora “com o empreiteiro aqui a trabalhar qualquer tipo de situação deste género é sanado de imediato”. O parecer positivo já existe, o que torna possível “o empreiteiro começar a construir o estaleiro e dar início à obra de requalificação lá para o final do mês, adiantou ainda a vereadora da Educação.

A serem cumpridos os prazos, dentro de 14 meses após o início das obras, os alunos poderão voltar a ter as suas salas de aula normais e melhoradas.