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ACR Gueifães a casa do Voleibol na Maia

Em 1 de outubro de 1974 nasceu a Associação Cultural e Recreativa de Gueifães, na Maia. Atualmente, a coletividade reúne cerca de 1170 associados, que apoiam as equipas do Voleibol, modalidade a que a associação se dedica em exclusivo. A ACR de Gueifães tem atletas de todos os escalões em equipas federadas.

São perto de 200 atletas federados a jogarem em competições regionais e nacionais com o emblema da ACR Gueifães.
Américo Silva, presidente da direção da associação, salienta a grande adesão ao Mini Volei, que costuma reunir todos os anos cerca de 100 atletas. “Tínhamos muitos atletas, mas houve duas equipas que se formaram através do Mini Volei, por idade, pelo que ficaram 30 a 40 da época passada, pelo que ainda irão entrar novos inscritos, mas devem atingir os 100 novamente”, referiu ao Primeira Mão.

A associação, embora sediada na Cidade da Maia, serve o concelho todo e aposta na qualidade da formação. Américo Silva sublinha que a direção aposta muito na formação, “fizemos questão de contratar mais treinadores e com qualidade, pois esta é uma maneira de aproximar mais os pais do clube, caso contrário os pais não aparecem e levam os filhos para outros clubes”.

A aposta na qualidade

A qualidade reflete-se ainda no aspeto competitivo, que serve como forma de motivar também os atletas mais novos. Américo Silva refere mesmo que houve vários atletas que vieram para o clube de Gueifães vindos de outras coletividades, “porque sentem que o trabalho que está a ser feito no Voleibol de Gueifães é muito importante, sério e de qualidade”.

Um dos aspetos em que se nota a diferença na prática do Voleibol na associação é que, desde o ano passado, foi introduzida uma nova vertente, um coordenador no setor feminino. “Este ano já foi inserido o coordenador de Mini Volei e foi separado o trabalho que é feito com os atletas até aos 12 anos e do que é realizado com os jovens dos 12 aos 18 anos. Este trabalho é muito valorizado pelos pais, que se nota que, quanto mais qualidade houver, mais participam”.

A associação usa as instalações que são cedidas pela Câmara Municipal da Maia, sendo a dificuldade maior a de “encaixar as equipas todas nos espaços em que há disponibilidade. Este ano, veio ajudar em termos de presenças dos atletas, a redução do número de treinos que efetuamos. Assim, também conseguimos acomodar mais equipas”.

Transportes em renovação

Américo Silva explicou ainda que um dos grandes fatores de despesa para a associação tem a ver com os custos dos transportes. “A competição regional implica deslocações de vários quilómetros, como por exemplo ir à Figueira da Foz ou Lamego, não apenas aqui pelo distrito. Apenas na vertente da formação, para não falar nos seniores, que têm que ir até às ilhas. Nos últimos anos, a associação começou a estabilizar a parte financeira e tornou-se possível renovar a frota das carrinhas, por norma de 9 lugares, em colaboração com a Câmara da Maia”.

Entretanto, “vamos assinar um protocolo com a Câmara Municipal para aquisição de uma nova carrinha para substituir uma que tem 20 anos. E estamos a tentar de 5 em 5 anos a possibilidade de renovar a frota, pois os pais colaboram, mas o clube tem que estar atento para ajudar e superar as dificuldades. Não podemos exigir que os pais tenham mais despesa, até porque eles já apoiam transportando os filhos para os jogos que são aqui na nossa região, os jogos mais próximos”, explicou o dirigente do Gueifães.

A questão dos patrocinadores ocupa sempre as atenções de dirigentes e pais, que procuram ajudar informando sobre algumas empresas que possam apoiar o clube e até angariando verbas com a realização de alguns eventos, uma vertente sempre importante de acordo com Américo Silva, que frisa, “hoje, não há patrocínios grandes, há vários médios ou pequenos, que temos que gerir da melhor maneira”.

Uma das grandes dificuldades na área desportiva é conseguir estabilidade num clube, diz Américo Silva, devido à “constante mudança de regras com o decorrer das épocas e temos muita dificuldade em nos adaptar. Por exemplo, um atleta que pratica Voleibol num clube, no final da época, pode ir embora. Podemos ficar sem os atletas e não há nenhum retorno financeiro para o clube, estamos agora a falar de um valor residual, de cerca de 100 euros numa época. Não se consegue com esse valor criar condições para um atleta se manter. Por isso, a nossa aposta na qualidade, criando condições para que os atletas se apeguem à associação e fiquem na equipa”, explicou o presidente da direção.