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Maia apoia os direitos humanos

A Câmara Municipal da Maia acolheu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no passado dia 30, pelas 18h00, uma conferência por Joaquin José Martinez, um ex-condenado à pena capital.

Tratou-se de uma iniciativa no âmbito da comemoração na Maia do Dia Internacional “Cities for Life” – Cidades pela Vida – Cidades Contra a Pena de Morte.

Tratou-se de uma parceria entre a Câmara Municipal da Maia e a Comunidade de Sant’Egídio da Região Norte, que teve por objetivo a comemoração dos 70 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos e dos 40 anos da Adesão de Portugal à Convenção Europeia de Direitos Humanos.

Assim, Joaquin José Martinez deslocou-se à Maia para partilhar o seu impressionante testemunho de vida. Equatoriano de nascimento, trocou, em miúdo, a Espanha pelos Estados Unidos à procura de uma vida nova. Mas foi lá que quase a perdeu em 1997. Aos 26 anos, Martinez foi condenado à morte por um duplo assassínio de que seria ilibado depois de uma campanha mundial e de muita “sorte”.

Hoje, aos 48 anos, Martinez é um adversário da pena de morte, luta de que fez uma espécie de profissão, ajudando outros injustiçados.

Esta dádiva generosa da sua história de vida foi agradecida pelo presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, que mostrou ainda a “gratidão à Comunidade de Sant’Egídio do norte de Portugal, na pessoa da Diana Gabriela Ferreira, por mais uma iniciativa conjunta, que demonstra a abertura da Câmara Municipal da Maia a parcerias colaborativas focadas em objetivos humanitários muito nobres, como é a celebração, em cada ano, deste dia dedicado a evocar as Cidades pela vida – Cidades contra a pena de morte”.

O autarca maiato considerou que “o direito à vida é porventura, o valor ético e moral que melhor qualifica uma sociedade desenvolvida e civilizada, face à barbárie e à violação dos mais elementares direitos humanos”.

António Silva Tiago recordou que, há dias, ao inaugurar a edição deste ano da World Press Photo, no Fórum da Maia, teve a “claríssima perceção, do quão importante é para nós, enquanto comunidade concelhia, promover os direitos humanos. Direitos humanos que em pleno século XXI continuam a ser assustadoramente desrespeitados e violados”.

Por fim, fez votos que o testemunho de Joaquin José Martinez ajude “a despertar consciências e sensibilizar a comunidade para este direito inalienável, como é o direito à vida”.