,

Recolha de resíduos orgânicos porta a porta inaugurada na Maia (atualizada dia 7)

Com o objetivo de potenciar a valorização dos resíduos, a Maiambiente, em articulação com a Câmara Municipal da Maia e a Lipor, está a implementar um projeto de recolha de resíduos orgânicos integrado no serviço de recolha porta-a-porta.

Esta quarta-feira, dia 5 de dezembro, o presidente da Câmara Municipal da Maia, António da Silva Tiago, inaugurou oficialmente o projeto, acompanhando o circuito de recolha, lado a lado com a vereadora do Ambiente, Marta Peneda, e o presidente do Conselho de Administração da Maiambiente, Paulo Ramalho.

Este projeto piloto está a ser implementado na freguesia de Águas Santas, numa zona composta maioritariamente por habitações uni e bi-familiares, em frente ao Parque dos Moutidos, mas tem como propósito ser alargado, até final do mandato autárquico, ao resto do concelho, adiantou o presidente da Câmara.

Sérgio Lira é utilizador do sistema seletivo de recolha e desde outubro que também recolhe resíduos orgânicos. A transição foi muito simples e a separação dos resíduos “é muito fácil”, pois os contentores “são muito cómodos e fáceis de arrumar”, declarou este morador de Águas Santas, que notou uma redução nos lixos indiferenciados, desde o momento em que começou a separar os orgânicos, “reduziu para cerca de metade”.
Como cidadão Sérgio Lira sente-se “muito satisfeito” por estar integrado e colaborar neste projeto “muito bem delineado”.

Foram entregues contentores dedicados (40 litros para a recolha e de 10 litros para uso interior), em 952 “pontos de recolha”, que correspondem a 1100 habitações. A recolha dos resíduos orgânicos é feita às quartas-feiras e sábados.

Maia num patamar acima da média nacional

“Somos de facto e por direito próprio os melhores em Portugal, nesta área da recolha seletiva porta a porta, ombreamos ao nível dos melhores da Europa central e do mundo, assumindo um papel fulcral na política de resíduos que a Lipor desenvolve, juntamente com todos os municípios associados”, afirmou António Silva Tiago.

Esta separação na origem dos resíduos orgânicos permite o seu encaminhamento para a Central de Valorização Orgânica da Lipor, onde são transformados por um processo de compostagem em Nutrimais (um adubo orgânico).

Município “contribui para economia circular”

Assim sendo, os resíduos indiferenciados passam a estar segmentados, havendo esta nova componente dos lixos exclusivamente orgânicos. “Isto porque os resíduos indiferenciados assumem um custo acrescido e que nos sai caro levar para o tratamento final na Lipor II.

A Câmara da Maia paga cerca de 43€/Tonelada para os entregar, mas vai deixar de pagar, pois estes resíduos vão para uma Central de Valorização Orgânica que a Lipor tem em Ermesinde”, explicou o presidente maiato.

O município cria “valor e contribui para a Economia Circular” com este novo procedimento, entende António Silva Tiago.

Paulo Ramalho, da Maiambiente, esclareceu que se tivermos êxito na recolha dos resíduos orgânicos, “vamos entregar menos resíduos indiferenciados na Lipor para tratamento e vamos seguramente conseguir também diminuir o preço da tarifa aos nossos munícipes”.