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JP Maia apresenta proposta de melhoria dos transportes

Metro do Porto

Ao longo do ano de 2018 a Juventude Popular da Maia foi contactando com a população maiata com o intuito de ouvir os seus problemas e de perceber melhor as suas necessidades. Um dos problemas identificados está relacionado com os transportes públicos. Apontando esses problemas e essas necessidades a JP Maia realizou um relatório, que constitui uma Proposta de Alteração dos Transportes Públicos no concelho.

Com este documento pretende-se realizar uma análise aos transportes públicos (metro e autocarro), que servem o concelho da Maia. «Numa perspetiva de melhor servir os Maiatos, são indicadas algumas propostas de alteração, que se julgam pertinentes, sempre baseadas num estudo de proximidade com a população que diariamente utiliza este tipo de transporte para as suas deslocações».

Este relatório surge de uma necessidade identificada junto de diversas pessoas, que demonstraram o seu desagrado com alguns aspetos existentes no sistema de transportes públicos que servem o concelho, garantem os jovens populares da Maia.

No estudo foram abordadas as diversas linhas de autocarro, que fazem ligações concelhias e de ligação a concelhos vizinhos, bem como das linhas do metro.

Foi tida em consideração, por parte da JP Maia, a opinião de mais de 1000 maiatos e todas as propostas «refletem as necessidades da maioria da população».

O relatório começa por apontar problemas na definição de zonas, considerando a JP que não está adequado às necessidades da população, pelo que propõe que as zonas «passem a ser definidas por concelho».

No caso do Metro, «a satisfação da população Maiata é em geral boa, no entanto é fácil de apontar três situações que são consideradas como menos positivas: a primeira tem a ver com o término da Linha no sentido Maia – Porto, visto que a última paragem é Campanhã e não Estádio do Dragão como é comum nas restantes linhas que partilham este trajeto. Por outro lado, há a velha questão, que se relaciona com a extensão da Linha C até à Trofa e a construção de pelo menos 2 das 8 estações em projeto (Ribela e Muro). Existe também outra questão, que resolveria grande parte dos problemas de mobilidade dos Maiatos dentro do próprio Concelho da Maia e que além disso englobaria grandes aglomerados de população da Maia, que seria a extensão da Linha D do Hospital de São João até ao Parque Maia, passando por locais como Pedrouços, Águas Santas, Milheirós e Gueifães», pode ainda ler-se no documento.

Relativamente a autocarros, os maiores desagrados prendem-se com duas ligações, 600 e 604.

No que respeita à linha 600 Aliados – Maia, que termina a sua viagem na paragem Maia, a JP refere que «seria mais conveniente e útil à população que a última paragem fosse a paragem Fórum, em virtude da maior parte dos utilizadores fazerem a ligação com o Metro. No sentido inverso, seria útil a primeira paragem ser exatamente a paragem Fórum».

Quanto à Linha 604, que liga o Hospital de São João ao Aeroporto, foi apontada «a necessidade de extensão do horário da linha até à meia-noite e que a STCP evite a supressão de algumas das viagens, facto que se repete com frequência, sobretudo ao fim-de-semana em que periodicidade é de hora a hora. Há ainda outro aspeto a rever, que se prende com o trajeto, nomeadamente na zona de Gueifães, onde existem locais onde os autocarros (em sentidos contrários) não se podem cruzar um com o outro devido à tipologia da rua, e desse modo seria bom desviar o percurso de Hospital São João – Aeroporto pela Rua Luís da Silva Neves, retomando o percurso normal na Rotunda da Avenida Dr. Germano Vieira».

Concluindo, os jovens da JP Maia esperam que este relatório «seja parte da observação e ponderação por parte de todos os agentes com responsabilidades nos transportes públicos que servem o concelho da Maia, e que se possam adotar todas, ou pelo menos uma grande parte das recomendações apresentadas» para a melhoria das deslocações dos maiatos.