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Plano Maia 2028 coloca maiatos “A Sorrir Para a Vida”

“Promover a qualidade de vida dos maiatos, criando oportunidades geradoras de riqueza, fomentando a solidariedade e a inclusão social, e garantindo a sustentabilidade ambiental” é a Missão do Plano Estratégico Maia 2028.

O Plano foi apresentado nos Paços do Concelho no dia 17, tal como demos conta na passada edição do Primeira Mão, pelo presidente da Câmara, António Silva Tiago.

Retomamos o assunto com a reportagem desta apresentação pública, dando conta das declarações do presidente da Câmara da Maia e de Carlos Melo Brito, responsável pelo projeto de elaboração do Plano Estratégico 2028, que coloca a Maia “A Sorrir para a Vida”.

Carlos Melo Brito,  Professor da Faculdade de Economia do Porto (FEP), falou da importância de um plano estratégico para um território.

No final da apresentação, em declarações aos jornalistas, declarou que a “Maia tem condições ótimas para ter um futuro ótimo, as condições estão cá, tem os recursos, tem os meios, tem as infraestruturas, tem os serviços, tem as pessoas, tem, eu diria, uma imagem que construiu e que se foi consolidando. Aquilo que é preciso agora é pensar, não para o passado, não para aquilo que andamos a fazer, mas pensar naquilo que queremos ser no futuro”.

Adiantou que, neste horizonte de futuro, “aquilo que procuramos é criar uma visão para 10 anos, uma ambição. É, se quiser, a minha estrela polar, portanto, eu sei onde é que está a estrela polar, a partir daí consigo orientar-me, a partir daí consigo definir estratégias para a parte social, para a parte ambiental, a parte da mobilidade, da atração de investimento, etc. Ou seja, fundamentalmente para eu criar uma estratégia de longo prazo, tenho de perceber o que tenciono ser, e esse é um trabalho fantástico, que foi realizado pela Câmara Municipal da Maia”.

Qualidade de vida e do ambiente a par da atração de investimento

Carlos Melo Brito referiu que o âmbito de atuação será, fundamentalmente, a três ou quatro níveis. “Primeiro, em termos da qualidade de vida: nós temos de pensar, quem é que cá está, quem é que vive, ao nível das acessibilidades, ao nível da segurança, ao nível dos arruamentos, ao nível da proximidade face às escolas, portanto tratar de tudo isso. Uma componente particularmente importante tem a ver com os tempos de lazer dos residentes, nomeadamente, a questão dos espaços verdes e, portanto, da ligação à natureza e um estilo de vida saudável, uma vertente extremamente importante”.

Uma outra vertente, continua Carlos Melo Brito, “tem a ver com toda a parte ambiental, o tratamento de resíduos, não é por acaso que temos aqui uma instituição como a Lipor, que trabalha obviamente de uma forma alargada para vários municípios, mas por acaso tem aqui uma presença forte na Maia; toda essa parte do tratamento de resíduos, a parte energética, a parte de utilização de recursos, que também depois se prende com questões de mobilidade, pegada ecológica, a questão da economia circular é o segundo vetor”.

Como terceiro vetor da estratégia surge a parte de atração do investimento. De acordo com o especialista, é algo que é muito necessário e “está muito patente neste plano, pois não basta dizer que sou fantástico, tenho que atrair mais e atrair de uma forma proativa; não é apenas esperar e criar as condições, ter parques industriais, ter as condições para as empresas se instalarem, é preciso que a Câmara seja capaz de ter uma política proativa de atração de investimento, de saber que tipo de investimento é que lhe interessa, e aqui, a autarquia sabe aquilo que lhe interessa, interessa-lhe aquilo que valoriza a qualidade de vida, ou seja, sabemos que não interessam indústrias poluentes, sabemos que interessam indústrias ou serviços de altíssimo valor acrescentado e que exigem qualificações elevadas dos seus trabalhadores; se isso for assim, eu consigo atrair para a Maia investimento qualificado, acrescento valor, em termos nacionais um bom contributo para o PIB e tenho uma cidade que é extremamente agradável para viver, com um nível de qualificação elevado, o que vai assegurar uma harmonia da própria cidade”.

Assim, concluindo, refere Carlos Melo Brito, “é fundamentalmente atuando nestes três vetores, qualidade de vida, investimento e a parte social e ambiental, que se consegue ter uma Maia para 2028 em que todos queiramos viver. E, sem qualquer carga negativa, aquilo que eu gostaria, é que as pessoas invejem a Maia, no bom sentido, e que digam – como eu gostava de viver na Maia, como eu gostava de trabalhar na Maia, como eu gostava que a empresa da qual eu sou dono estivesse na maia. É esse sentimento de inveja salutar que eu desejo para a Maia”.

“Ser um impulsionador que se envolve e compromete com o futuro”…

Para António Silva Tiago o Plano Estratégico surge na Maia, inserido na sua maneira de estar e que tem a ver com o facto de gostar que, na Maia, “se façam bem as coisas”, justificando: “gosto que cada iniciativa que a Câmara Municipal realiza, material ou imaterial, seja bem pensada, bem planeada, bem estruturada e bem executada, o que cria de facto um ambiente propício a que as pessoas possam partilhar dessa realidade de uma forma mais saudável. Quando digo mais saudável, digo mais feliz, mais satisfeitas para a vida e até possam sorrir”.

Silva Tiago continua a justificar o seu ponto de vista para planear o futuro: “a minha opção implica uma escolha feita entre ser um impulsionador que se envolve e compromete com o futuro, avançando para a linha da frente, criando e construindo, ou limitar-me a ser um mero observador que, passivamente, vai aceitando o rumo dos acontecimentos.

Gosto da analogia que se pode retirar da figura do nosso grande general, Gonçalo Mendes da Maia, por ser uma figura muito inspiradora, que, no que esteve ao seu alcance, tomou a dianteira e quis participar da construção do nosso destino coletivo no momento da fundação. Revejo-me muito nesse modelo e registo de guerreiro.

Um guerreiro cuja luta é o trabalho, o trabalho quotidiano, para que permanentemente consiga somar valor, criar acontecimentos, realidades, sejam elas obras ou não, obras físicas ou obras imateriais”.

Comunidade “solidária e amiga”

António Silva Tiago quer que “as pessoas que aqui viverem daqui a 10 anos sintam que o território tinha ao seu dispor tudo quanto precisaram para as fazer felizes. E aquelas que escolheram a Maia, por opção, sintam que fizeram a escolha acertada e querem permanecer aqui, porque aqui se sentem satisfeitas, realizadas e a sorrir para a vida.

Desejo que a Maia seja encarada como uma opção de excelência para viver: para viver  o território, desfrutar da nossa qualidade de vida e do meio ambiente, mas também das imensas possibilidades de socialização através do desporto, da cultura e da fruição dos espaços verdes”.

A comunidade maiata do futuro deve ser “solidária e amiga”, frisou o autarca, deixando o convite a todos os maiatos para se juntarem a ele e “juntos abraçarmos esse desafio: queremos dar a conhecer à comunidade de trabalho que corporiza o universo municipal, aos munícipes, aos empresários e investidores e aos nossos parceiros institucionais, uma espécie de doutrina, que resulta de um pensamento e visão estratégica, que consubstanciamos num plano, o MAIA 2028.

É isto que queremos levar ao conhecimento de todos, contando com a preciosa colaboração da comunicação social, contando com a sua dimensão de serviço público, no que isso respeita ao objetivo de informar os cidadãos e, neste caso, os munícipes”.

Na sessão foram apresentados os quatro objetivos estratégicos do Plano Maia 2028: 1 – criar condições para a adoção de estilos de vida saudáveis; 2 – Preservar a natureza e utilizar de forma inteligente os recursos naturais e energéticos; 3 – Atrair investimento gerador de riqueza e de oportunidades de trabalho; 4 – Promover a integração e interação social na construção de uma comunidade coesa e sustentável.

Cultura deve ser mais estimulada

A partir destes objetivos da estratégia, vão suceder-se nos próximos meses e anos, os diversos planos de ação, que irão operacionalizar estes vetores estratégicos.

“Com este guião estratégico, a Câmara Municipal da Maia, de forma muito pragmática, continuará, dia após dia, a inovar, a realizar, a investir e a construir um futuro de confiança. Realizar coisas novas e eventos galvanizadores, que agreguem, por exemplo na Cultura. É uma área em que acho que a Câmara deve ser mais afirmada, como já fez no passado ao nível do ambiente e da educação, como aliás continua a apostar, porque são áreas de intervenção onde todo o investimento tem sempre um excelente retorno social. A Cultura, se calhar, não foi no passado tão estimulada como devia. Penso que deve ser agora mais estimulada, porque a educação e a cultura fazem parte de um todo que integra o processo de desenvolvimento humano e social de uma comunidade. Um processo, um caminho, em que o conhecimento e o saber são fatores de extraordinária importância. A nossa comunidade será tanto melhor quanto mais habilitadas, capacitadas e cultas forem as pessoas que nela vivem”, afirmou o presidente da Câmara da Maia.

Futuro político é algo “imprevisível”

O autarca maiato completará o atual mandato em 2021, mas poderá exercer funções por dois mandatos, isto é, até 2029, o que significa que este o Maia 2028 é um Plano à sua imagem e que espelha a sua forma de ver e sentir o concelho da Maia.

Questionado sobre a sua continuidade em funções poder estender-se a três mandatos, Silva Tiago declarou que faz o que gosta e com “muita convicção”, porque na raiz da sua identidade “está a Maia”: “foi na Maia que nasci e é aqui que me sinto bem, útil e realizado, contribuindo para que a nossa comunidade possa, hoje e sempre, sorrir para a vida. Se vou fazer um segundo ou terceiro mandato, é algo imprevisível. Sei, isso sim, que assumi com a minha comunidade um compromisso a que me dedico de corpo e alma todos os dias. Sei que devo compaginar o pragmatismo que é necessário no quotidiano, a uma visão estratégica que nos ajude a seguir um rumo para o nosso futuro coletivo”.

E Silva Tiago acrescenta que está mais focado “no futuro da comunidade” do que no seu “futuro político”: “gosto mais de fazer política para ajudar a melhorar as coisas e para que as pessoas se sintam bem, vivam bem, tenham uma boa qualidade de vida. O meu desejo é que as maiatas e os maiatos se sintam felizes e gostem de se levantar todos os dias com vontade para viver aquele dia e depois o outro e depois o outro. Eu acho que na Maia isso acontece”… (sorriso).