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Carlos Moedas visitou Efacec no balanço de um ano da unidade de Mobilidade Elétrica

Um ano depois da sua inauguração, a Efacec organizou um encontro que incluiu a receção ao Comissário Europeu para a área da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, que visitou a unidade de Mobilidade Elétrica, sediada na Maia, acompanhado do presidente da Câmara da Maia, Silva Tiago, e dos jornalistas.

O objetivo da iniciativa foi apresentar os resultados de um ano de funcionamento desta fábrica, que no início de 2018, foi inaugurada por Isabel dos Santos, principal acionista. O CEO da Efacec, Ângelo Ramalho, anunciou ainda nesta ocasião a abertura no final deste ano de uma nova unidade de automação de sistemas, também na Maia.

“No espaço de 12 meses, a área de Mobilidade Elétrica cresceu cerca de 100% em volume de negócios, recrutou mais 100 pessoas (duplicou número de colaboradores para os 200) e triplicou a capacidade de produção de carregadores rápidos e ultrarrápidos para veículos elétricos (já se produzem 9 mil carregadores/ano)”, afirmou Ângelo Ramalho.

Com o plano de renovação das instalações concretizado, a Efacec criou as bases para aumentar o volume de negócios da área de Mobilidade Elétrica, atingindo os 36 milhões de euros em 2018, um crescimento de cerca de 100% face aos 17 milhões de euros em 2017.
O grupo conta com 200 colaboradores dedicados em exclusivo a atividades de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico.

Ao nível operacional, a nova unidade industrial, que incorpora as melhores práticas nos domínios da tecnologia e da engenharia e que foi projetada para uma produção em larga escala, tornou possível que a Efacec triplicasse a produção de carregadores rápidos e ultrarrápidos.

Atualmente a área de negócio da Mobilidade Elétrica representa 6% do total da atividade da Efacec. O objetivo é que, num futuro próximo, passe a representar 15%. Atingir um crescimento do volume de negócios de dois a três dígitos anualmente nos próximos anos, chegando perto da barreira dos 100 milhões de euros, é o objetivo desta aposta estratégica. A Europa e a América representam cerca de 90% do negócio da Efacec na Mobilidade Elétrica.

Ângelo Ramalho sublinhou a oportunidade que a Mobilidade Elétrica constitui para o desenvolvimento de negócios e para a internacionalização da marca Efacec. “Para além de todas as competências que tem ao nível de carregamento rápido e ultrarrápido, a Mobilidade Elétrica é uma grande oportunidade para a Efacec potenciar as suas principais competências nas áreas da energia, onde fornece soluções para toda a cadeia de valor, desde a geração à distribuição de eletricidade, e da mobilidade, onde tem credenciais em transportes movidos a eletricidade.

O futuro passa por soluções integradas de energia, que aliem a Mobilidade Elétrica à geração de energia limpa, o armazenamento e a gestão de micro-redes, sem perder de vista o contributo da automação para as smart cities. A Efacec está preparada para responder hoje, a todos estes desafios futuros do ecossistema energético”.

O destino da produção é essencialmente exportação, para mercados exigentes e sofisticados, como os Estados Unidos da América e a Europa. Atualmente os carregadores Efacec estão presentes em 45 países, de norte a sul (da Lapónia à África do Sul) e de oeste a leste (do Havai à Austrália).

Efacec anuncia nova unidade de automação de sistemas no final de 2019

O CEO da Efacec deixou ainda a antevisão da nova unidade na Maia: “algures, durante o terceiro trimestre deste ano, abriremos uma nova unidade na área da automação dos sistemas de energia. Referenciamos que a Efacec é antes de mais uma empresa que desenvolve tecnologias, produtos e projetos integrados em matéria de energias de automação e é aí, precisamente, que iremos fazer crescer a nossa unidade, com competências que nos irão fazer avançar fortemente na área do Digital”.

Ângelo Ramalho explica porque é que se prevê um grande crescimento do grupo nos próximos anos nesta área: “nós o que fazemos é integrar produtos em sistemas e sobre os sistemas desenvolvemos plataformas, que permitam aos nossos clientes fazer a gestão integrada do processo. E essas plataformas são digitais, o que indica que vamos crescer muito nessa área. Pelo que esta unidade vai ser capacitada para responder a essa necessidade de crescimento”.

Como? “Essencialmente através das pessoas”, sublinha o CEO, apontando que “a Efacec anunciou um programa de crescimento em pessoas, o 700 recruta +, em que nos propomos acrescentar 700 postos de trabalho àquilo que tínhamos como referencial em 2018 e é isso que está em curso”.

Carlos Moedas vai levar a história da fábrica portuguesa a outros países

O Comissário Europeu refere que o que traz até à Maia é “a prioridade europeia, pois sabemos que o planeta desde a época pré-industrial já aumentou a sua temperatura em cerca de um grau centígrado e que temos 10 anos para fazer alguma coisa”.

E quem é que vai fazer? Carlos Moedas está convicto de que serão “as empresas, com inovação e tecnologia, que vão mudar esse paradigma. E venho aqui passar a mensagem de que, no que respeita ao combate às mudanças climáticas, o combate nº 1 tem a ver com várias áreas, sendo uma das essenciais, a questão das baterias. Como conseguimos passar de um paradigma em que temos já a tecnologia, mas que temos de ajudar as pessoas a carregar a eletricidade no automóvel de uma maneira fácil e rápida… Essa inovação está a ser feita na Efacec.

Uma inovação que não é apenas tecnológica, tem a ver com melhorar os processos e o design. A forma como que tudo isso se vai desenvolver nos próximos anos. E levo daqui uma história”.

A sua função como comissário, referiu, “é levar daqui a história que poderei contar noutros países, isto é, a história de como se faz em Portugal e aqui na Efacec, uma empresa que, como engenheiro, considero ser uma referência desde que me formei, já que era o sonho de qualquer engenheiro poder ingressar na Efacec, como empresa inovadora e criadora de emprego.

E sublinho que é um prazer estar aqui na Maia a constatar o que de bom se faz em termos de tecnologia, acompanhado do presidente da Câmara Municipal, que também é engenheiro e tem esta mesma sensibilidade para estas questões da indústria”.

Silva Tiago satisfeito com crescimento de uma empresa de referência que é parceira do município no Living Lab

O presidente da Câmara da Maia demonstrou a sua satisfação com o crescimento deste grupo, referência a nível nacional nas baterias elétricas, que conduzem aos “modos suaves de circulação”. Acima de tudo, é gratificante ver que este é um projeto “em franco crescimento a cuja inauguração, com Isabel do Santos, há um ano, também assisti”.

Agora, em termos de produção, sublinhou Silva Tiago, “a Efacec abriu já o segundo turno e a perspetiva é de, no final deste ano, abrir um terceiro. Portanto, a unidade começa a ganhar uma escala de produção ‘non-stop’, o que é excelente para a empregabilidade. Sabemos até que a empresa está com dificuldades para encontrar quadros qualificados, o que os levou a criar aqui uma academia interna para responder às necessidades de formação dos seus colaboradores”.

O presidente da autarquia adiantou que a Efacec é um dos parceiros estratégicos do projeto Living Lab: Maia, que dentro de semanas começará a ser implementado numa zona circunscrita da cidade, com centralidade no Parque Central da Maia, e que deverá incluir cerca de duas mil famílias. O projeto é um laboratório vivo para a descarbonização da área, contando com financiamento do Fundo Ambiental.

De resto, em termos globais, a “Maia é um município muito catalisador, muito magnético, atrativo para o mundo empresarial. Temos todas as semanas novas iniciativas e projetos que nos chegam à Câmara. Muitas vezes ainda temos algumas dificuldades em responder e ajudar essas iniciativas, mas fazemos tudo o que nos é possível para apoiar novos projetos, alguns até por contacto da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, que nos contactam bastante no que respeita a investimento estrangeiro”.