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No sábado é inaugurado prolongamento do Ecocaminho em mais 1,8 Km

Já está pronta para inaugurar a segunda fase do prolongamento do Ecocaminho da Maia, uma via pedonal e ciclável. O cortar da fita desta obra acontece este sábado, dia 16, pelas 10h00.

Com esta inauguração torna-se possível dar continuidade a um troço já existente, com 1,8 quilómetros que liga o lugar do Souto às avenidas Paralelas. A partir de sábado, o Ecocaminho passa a ter um percurso de 3,3 quilómetros.

Assim, neste percurso pedonal continuará a não ser permitido o acesso a veículos motorizados, sendo que terá como objetivo viabilizar mais ligações a interfaces de transportes públicos.

Esta extensão constitui um investimento que ronda os 800 mil euros, executada no âmbito de uma candidatura do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU).

Este prolongamento do Ecocaminho vai das imediações da Quinta dos Cónegos até próximo da A42. Tal como Silva Tiago, o presidente da Câmara da Maia, referiu ao Primeira Mão em setembro de 2018, é utilizador habitual com a sua mulher deste percurso e fica satisfeito por verificar que a “extensão que hoje lá existe tem um elevado nível de fruição. É extremamente a animador, ver com os meus próprios olhos, quando vou fazer passeios a pé com a minha mulher depois do jantar, encontrar ainda tantas pessoas a caminhar ou a correr, tirando partido daquele equipamento que lhes garante bons ritmos de marcha e segurança. A comunidade aderiu em força e com entusiasmo ao conceito, o que revela bem o quanto os maiatos apreciam caminhar ou correr ao ar livre”.

Nessa entrevista, o autarca referia que ao atual percurso serão acrescentados mais de 1500 metros desde as Vias Paralelas até à Estação de Metro de Mandim, especificando que “será um acréscimo no espaço canal da antiga linha de caminho de ferro Porto/Guimarães, prolongando o percurso pedonal e ciclável já existente com uma extensão de mais 1,8 km, perfazendo 3,3 Km de extensão total que o Ecocaminho terá para oferecer à comunidade”.

A aposta da Câmara da Maia com esta ação reside em promover “uma mobilidade urbana ambiental e energeticamente mais sustentável, num quadro mais amplo de descarbonização das atividades sociais e económicas e de reforço do espaço urbano, enquanto espaço privilegiado de integração e promoção da coesão social. Estou convicto que esta obra, vai também incentivar o uso dos transportes públicos, melhorando as condições de intermodalidade entre o transporte coletivo urbano e os modos, pedonal e ciclável, contribuindo para eliminar pontos de conflito na interligação destes modos suaves com a circulação viária”.

Mas as ações não se ficarão por este prolongamento, tendo Silva Tiago adiantado ao Primeira Mão que a próxima etapa, com projeto já a ser elaborado, “será a continuação desse percurso, para o estender até ao ISMAI, na esteira do canal do Metro, num trilho paralelo e devidamente segregado para garantir a segurança de todos os utilizadores”.

O autarca acalenta a esperança de poder anunciar à comunidade concelhia esse projeto tão cedo quanto possível. “Para já, o que posso afirmar, é que temos a anuência da Metro do Porto, que tem tido nesta matéria uma postura institucional muito cooperante”, referiu, e o “ideal era que isso se concretizasse até 2020, mas como não nos ajuda nada sermos irrealistas, o melhor é pôr os pés bem assentes na terra e caminhar dando passos firmes e seguros. Em primeiro é preciso sensibilizar os cidadãos e educar as crianças, conquistando-as para novos modos de vida mais sustentáveis e acompanhar esse plano com medidas concretas que lhes ofereçam possibilidades de viver de uma forma ambientalmente mais responsável e sustentável”.