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JSD defende reforma profunda para a Regionalização

A JSD Maia realizou na Quinta da Gruta, no dia 23, mais um “À Conversa Com”, desta feita sobre Regionalização. 

Sob o mote “Regionalizar para Descentralizar?”, os jovens social democratas desafiaram Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, e Licínio Lopes Martins, Professor na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e Coordenador do CEN do PSD, a debater este tema atual e pouco consensual. 

Durante a sua exposição, Paulo Cunha apresentou-se como “um comum cidadão que quer o melhor para o seu país” e defendeu uma Regionalização consciente: “Sou um defensor da Regionalização. Mas não sou um regionalista ponto! A regionalização não é um fim em si mesmo, ela deve servir a comunidade”.

A respeito do referendo de 1998 referiu que “ficou claro que os portugueses não rejeitaram a regionalização, mas sim aquela forma de regionalização”.  Acrescentando: “Estou seguro que hoje esse problema não se colocaria. Toda a população está mais conhecedora sobre a regionalização e a criação das NUT-II veio facilitar uma divisão justa do país, salvaguardando os interesses do interior e litoral.”

Por seu lado, Licínio Lopes Martins, mostrou também ser favorável à criação de uma “estrutura intermédia que permita uma gestão dos recursos mais eficiente e eficaz”. Acrescentou ainda: “Não é no terreiro do paço, com um Excel na mão, que se fazem as grandes reformas de uma região. É ao nível local, junto dos municípios e das pessoas que compõe a realidade dessa região”.
 
O Coordenador do CEN do PSD deixou ainda uma mensagem de motivação ao jovens referindo que “são o motor do desenvolvimento do país a esperança para uma nova forma de fazer política. Têm de ser moderados no discurso, mas sempre corajosos e reformistas. Verdadeiros social-democratas”.

Deixou ainda elogios a Paulo Cunha e Paulo Ramalho: “saio daqui com esperança na nova geração de autarcas, pensantes, plenos de conhecimento, capacidade e humildade intelectual.”

Os dois oradores concluíram ainda que não podemos falar de regionalização sem uma reforma profunda do sistema político e eleitoral. 

Esta primeira atividade descentralizada da JSD contou com uma boa participação dos maiatos, tendo-se prolongado até de madrugada.