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Maia apresenta Sistema de Informação Geográfica (SIG)

Um Sistema de Informação Geográfica (SIG) permite-nos visualizar, questionar, analisar e interpretar dados para compreender relações, padrões e tendências. Tendo em conta esta visão, foi apresentado no dia 28 de fevereiro, nos Paços do Concelho da Maia, o SIG Maia, integrado na visão mais ampla da Área Metropolitana do Porto (AMP).

A Área Metropolitana do Porto tem vindo a desenvolver o Projeto ‘SIG Metropolitano da AMP – SIG.AMP’, que se traduziu na implementação e desenvolvimento do Sistema de Informação Geográfica da AMP, através da criação de uma Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE), e da implementação dos serviços de adaptação dos sistemas SIG proprietários de cada município, implementando e garantindo as especificações e a interoperabilidade dos mesmos.

Uma técnica da AMP, Carla Oliveira, explicou que foram efetuadas já duas candidaturas a fundos comunitários no sentido de desenvolver e tornar mais operacional esta infraestrutura – IDE, uma vez que os 17 municípios encontravam-se em diferentes estádios de desenvolvimento do seu SIG.

É do senso comum que os SIG estão a tornar-se fundamentais para a compreensão do que está a acontecer e do que irá acontecer no espaço geográfico. Depois de compreendermos, temos condições para agir com mais eficácia. Esta nova abordagem à gestão – gerir geograficamente – está a transformar a forma como as organizações operam.

Da sessão sobre o SIG Maia constaram ainda as intervenções de: Marta Susana Moreira, do Núcleo de Estratégia, Desenvolvimento e Inovação; Paulo Renato Matos e João Nuno Gusmão, Divisão de Planeamento Territorial; da Lígia Silva e Ricardo Henriques, do INESCTEC; Sandra Silva e Hélder Lima, da PH Informática; Carlos Sousa, Wiremaze.

O SIG Maia é uma ferramenta que ajudará a gestão não só interna, ao nível da Câmara Municipal, mas também ao nível externo, “com reflexos nos cidadãos e nas instituições que interagem com o município”. Os SIG têm um crescente valor estratégico e económico, como deu conta na intervenção de abertura, o vereador Mário Nuno Neves com o pelouro do Planeamento Territorial, Mobilidade e Transportes, entre outras áreas.

Mário Nuno Neves referiu que “será altamente desejável que no final do próximo ano a necessidade de deslocação dos munícipes às instalações municipais, para tratarem de assuntos de seu interesse, seja reduzida em 80%, e aos dirigentes desta Câmara será exigido um esforço e uma dedicação especial para que todos, sem exceções, contribuam ativamente para que essa meta seja atingida”.

Há ainda a ter em atenção que “o SIG Maia, permitirá um aproveitamento cada vez mais inteligente do manancial de dados que a atividade municipal, no seu todo, lida e gera”.

O instrumento de localização geográfica é considerado de fundamental importância pelo líder da autarquia, António Silva Tiago, para ao identificar, por exemplo, “padrões de ocorrência”, haja uma facilitação da “tomada de decisões com base nas suas múltiplas características geográficas”.
De acordo com o presidente da Câmara, no caso do “problema global das alterações climáticas”, há impactos que “não podem ser ignorados ou sequer negligenciados, quanto às suas consequências no nosso território”.

Assim, acrescentou o autarca em declarações ao Primeira Mão, “registar, representar, analisar e conhecer a dimensão geográfica dos eventos e fenómenos ocorridos, com recurso a uma ferramenta digital poderosa como o SIG, pode revelar-se uma ajuda fundamental para a prevenção e mitigação de alguns dos impactos das alterações climáticas, que, provavelmente, teremos de defrontar no futuro…”.