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Encontro sobre Tuberculose revela diagnóstico da Maia

O Grande Auditório do Fórum da Maia deu palco à edição de 2019 do Encontro Regional de Tuberculose, um espaço que visa melhorar o conhecimento e as práticas de combate à tuberculose.

A Câmara Municipal da Maia associou-se e acolheu este evento do Agrupamento de Centros de Saúde Maia/Valongo e da Coordenação Regional do Norte do Programa Nacional para a Tuberculose.

“Há sempre espaço na Maia para iniciativas que ajudem a melhorar os saberes e as práticas na área da Saúde Pública”, declarou Emília Santos, vereadora da Educação, Ciência e Saúde da Câmara da Maia.

Os oito painéis, que integraram o programa deste ano, versaram temas como a vacinação com BCG, a articulação entre diversos intervenientes (medicina geral e familiar, cuidados hospitalares, centro de diagnóstico pneumológico, laboratório, saúde pública e rede social) e os rumos do tratamento nacional da tuberculose.

“O município da Maia congratula-se com o trabalho muito positivo destes profissionais e mantém as portas abertas aos técnicos e às instituições que trabalham na importante área da Saúde Pública”, referiu a vereadora Emília Santos após o encontro.

Doença diminuiu no concelho nos últimos 5 anos

Durante este evento foi também apresentado o diagnóstico à tuberculose efetuado no concelho da Maia, nos últimos cinco anos (2014/2018).

Assim, foi divulgado que houve uma diminuição na taxa de incidência desta doença, encontrando-se essa variação acima da média nacional. Os mais afetados pela doença são os homens.

Principais dados do diagnóstico na Maia:

– A taxa de incidência diminuiu de 28,7 para 19,0/100 mil habitantes (valor acima da média nacional);

– 67,3% dos casos ocorrem no sexo masculino (estando dentro do padrão nacional);

– A idade média dos doentes foi de 52,3 anos, sendo que 40,8% dos doentes apresentaram idade superior a 60 anos. Não há doentes com idade igual ou inferior a cinco anos, considerado um bom indicador;

– 3,8% dos casos de tuberculose registados em 2018 ocorreram em cidadãos estrangeiros (oito casos provenientes de oito países: Alemanha, Angola, Brasil, França, Índia, Reino Unido, Ucrânia e Venezuela);

– Em 2018, 15,4% dos casos registados corresponderam a retratamentos, situação que indicia falhas no tratamento anterior, má adesão ou reinfeção;

– Diminuiu a proporção de casos de tuberculose pulmonar com exame direto positivo; 54,5% dos casos de 2018 apresentaram baciloscopia inicial positiva, o que representa maior risco de transmissão da doença (valor um pouco acima na média nacional);

– O estado serológico relativo à infeção por VIH foi conhecido em 100% dos casos registados em 2018, dos quais 3,8% foram positivos.