Economia Circular em análise

A LIPOR levou a efeito no Tecmaia, no dia 28, uma conferência sobre o tema “Metabolismo Industrial e da Economia Circular”.

A iniciativa promoveu uma reflexão sobre a importância das sinergias entre empresas e do estímulo de simbioses industriais, numa perspetiva de desenvolvimento sustentável e de criação de novos negócios, produtos e emprego, enquanto caminho e afirmação do modelo da economia circular.

A conferência contou com intervenções de Inácio Fialho de Almeida da Associação Empresarial da Maia, Fernando Leite e Diana Nicolau da LIPOR, Hermano Rodrigues e Rui Ferreira da EY-Augusto Mateus & Associados, Sandra Carmelo das Tintas 2000 e Paulo Ramalho, vereador da Economia da Câmara Municipal da Maia.

Fialho de Almeida e Fernando Leite fizeram a apresentação da Conferência durante a sessão de abertura.

Hermano Rodrigues apresentou o estudo desenvolvido no território da Área Metropolitana do Porto, através do qual foi possível identificar a realidade económica da região, bem como o padrão de consumo de materiais e geração de resíduos nos diversos concelhos, destacando a Maia como estando entre os cinco concelhos onde existe mais entrada de materiais.

Diana Nicolau apresentou a Plataforma “SymbiOPOrto”, ferramenta de promoção de simbioses na AMP, capaz de promover a competitividade e o uso eficiente dos recursos na região.

Referiu, a título de exemplo, que os resíduos produzidos por uma indústria podem ser aproveitados como matéria-prima por outra indústria…

Rui Ferreira abordou o tema das oportunidades de financiamento no âmbito da Economia Circular, salientando que esta não é um pilar, mas um critério de majoração, e que no próximo quadro comunitário, a economia circular vai ser mesmo um elemento chave na captação de financiamento.

Sandra Carmelo abordou diversas experiências desenvolvidas no seio do grupo empresarial “Tintas 2000”, no âmbito da economia circular, de reutilização e reciclagem, bem como de boas práticas na promoção e preservação do meio ambiente.

Na sessão de encerramento, Paulo Ramalho destacou a importância destas reflexões para a “construção de uma economia mais competitiva e sustentável”, explicando que a “sustentabilidade das empresas dos dias de hoje está muito dependente da sua capacidade de alinhar e competir dentro de tendências de globalização, em que tudo se processa de forma mais rápida, dada a constante evolução tecnológica ”.

O vereador considerou que “a transição para o modelo de economia circular, para além de um caminho sem retorno, irá concretizar-se de forma rápida, pois ao permitir manter os materiais durante um maior período de tempo no ciclo económico, ao permitir reutilizar recursos, fazendo-os regressar à cadeia de valor, vai permitir poupanças muito significativas às empresas e ao mesmo tempo, responder positivamente a um desafio coletivo de preservação ambiental e dos recursos naturais”.

A este propósito, o vereador destacou os contributos da Maiambiente e da Lipor para a promoção do modelo da economia circular.