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Comemorações do 25 de abril na Maia com o foco na educação e juventude


Atendendo à instabilidade atmosférica previamente anunciada pelo IPMA para o feriado do 25 de abril, o programa das comemorações inicialmente agendado foi alterado, tendo o presidente da Assembleia Municipal, Bragança Fernandes, tomado a decisão de suprimir os momentos que estavam planeados para acontecer em frente às escadarias dos Paços do Concelho.

Apesar de não se ter realizado a atuação das Bandas Marcial de Gueifães e de Música de Moreira da Maia, a atuação dos coros infantis Pequenos Cantores da Maia, coro da Escola Dramática e Musical de Milheirós e coro da Escola de Música dos Fontineiros de Águas Santas foi transferida para o interior dos Paços do Concelho, tendo-se realizado na escadaria de acesso ao salão nobre, onde posteriormente teve lugar a sessão solene da Assembleia Municipal evocativa do 25 de abril.

Pequenos Cantores da Maia estrearam “Liberdade é querer”

No momento musical protagonizado pelos três coros infantis, foram interpretadas diversas canções do repertório popular português relacionado com o património cultural ligado ao 25 de abril e à época, incluindo temas de Zeca Afonso, Manuel Freire, Vitorino, Jorge Palma, Ary dos Santos e João Afonso, entre outros.

A surpresa do momento foi a apresentação da canção original e inédita “Liberdade é querer”, interpretada pelos Pequenos Cantores da Maia em estreia mundial dedicada pelo Coral Infantil Municipal aos colegas dos outros coros infantis.

Uma sessão solene marcada pela convergência das intervenções

Nas diversas intervenções proferidas no contexto da sessão solene da Assembleia Municipal, quer as protagonizadas pelos lideres das bancadas das diferentes forças políticas ali representadas, como as proferidas, pelo presidente daquele órgão, Bragança Fernandes, e pelo presidente da Câmara, António Silva Tiago, coincidiram nos temas: futuro, juventude e educação.

Constatou-se curiosamente que apesar da diversidade de perspetivas e argumentos

ideológicos e programáticos inerentes às respetivas famílias partidárias, houve uma

convergência no que aludiu à essência do foco escolhido para centrar as intervenções,

concretamente, a juventude e a educação, embora não tivessem faltado as habituais farpas que animam a vida política democrática.

Bragança Fernandes traçou um breve retrato do enquadramento do 25 de abril no contexto da História Contemporânea de Portugal e alertou para os riscos do populismo que pode, segundo ele, prejudicar a Democracia e o futuro dos jovens.

O presidente da Câmara, António Silva Tiago, no seu discurso, foi sem dúvida quem mais acentuou a tónica na educação, na juventude e no futuro da Maia.

O edil maiato sublinhou a aposta numa educação baseada no novo paradigma de formação, que compagina a aquisição de competências escolares essenciais, com a capacitação para a análise crítica, para o desenvolvimento de ideias inovadoras e dotadas de potencial criativo.

Ainda nessa linha de pensamento, quis deixar claro: “Na construção do futuro que desejamos de confiança, para continuarmos a ter uma Maia magnética, ótima para viver, trabalhar e investir na criação de riqueza e de emprego duradouro e melhor remunerado, os jovens têm um papel imprescindível … para uma Maia cada vez mais inclusiva, onde todos contam e são importantes, comigo, os nossos jovens terão uma palavra a dizer e ocuparão o seu insubstituível lugar na comunidade.”.

Por fim, referiu-se ainda à celebração da grande efeméride dos 500 anos do Foral Manuelino da Maia, como um acontecimento de inegável valor cultural e social para o reforço da pertença identitária, mas também como momento propício à reflexão sobre o futuro coletivo.