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II Festival de Folclore Infantil em S. Pedro Fins é no dia 19

A segunda edição do Festival de Folclore Infantil de S. Pedro Fins realiza-se no próximo dia 19, a partir das 14h30, no adro da Igreja de S. Pedro Fins.

O evento recebe como convidados: Grupo Infanto-Juvenil de Moreira de Cónegos; Grupo Infanto-Juvenil de Cacia, de Aveiro; Grupo Folclórico de Vila do Conde, que será o único grupo adulto presente no certame, promovido pela anfitrião Grupo Folclórico Infanto-juvenil de S. Pedro Fins.

Este ano a organização promete um Festival diferente do habitual. Em declarações ao Maia Primeira Mão, Tiago Costa, ensaiador e diretor do grupo anfitrião declarou: “não vamos ter palco, achamos que não faz parte da tradição.

Do adro da igreja vamos fazer a simulação de uma eira, um local mais tradicional, onde vamos colocar instrumentos antigos, carroças, bicicletas antigas, fardos de palha, tudo que seja tradicional e onde as pessoas possam estar envolvidas com os dançadores.”

Além das atuações também será realizado um desfile, que partirá do “lugar do Gondão até ao Largo do Souto, na zona do adro da igreja. Será um desfile curto, mas que permitirá fazer a apresentação dos grupos a todas as pessoas”.

Troca de experiências entre grupos permite evolução do rancho

Para a organização este festival é muito importante para dar a conhecer o trabalho dos grupos, assim como para aprender com as outras formações. O ensaiador Tiago Costa sublinha que “o grupo de Cacia é um grupo muito antigo e tem um rancho infantil fantástico… e para nós é uma mais valia tê-los no nosso festival e aprender com eles”.

O responsável refere que é importante conhecer as experiências dos outros: “temos um grande grupo adulto mesmo ao nosso lado, que é o rancho de Folgosa, que tem muitos anos e que nós também olhamos como uma fonte de aprendizagem”.

Fundado a 20 de outubro de 2017 com o intuito de representar as tradições e costumes da freguesia de S. Pedro Fins, este Grupo Folclórico Infanto-Juvenil conta atualmente com 22 crianças, com idades compreendidas entre os 2 e os 14 anos, sendo acompanhado por uma tocata constituída por acordeão, viola, cavaquinho, bandolim, bombo, ferrinhos e reco-reco.

Crianças adoram o rancho e esquecem o telemóvel

No grupo as crianças são incentivadas a pôr de parte as novas tecnologias e dar mais atenção às brincadeiras tradicionais e à vertente da interação social e trabalho em equipa.

O ensaiador explica: “nós tentamos criar uma dinâmica diferente, libertá-los do telemóvel, libertá-los de toda a tecnologia que os envolve, que nos envolve, hoje em dia, e levá-los a fazer o jogo da macaca, o jogo do peão, o jogo do arco. Depois é muito interessante ver que as nossas crianças levam isso para as escolas, vão ensinar aos colegas, o que é muito giro”.

O espírito de grupo aliado ao apoio incondicional dos pais é fundamental. Para manter o sucesso do grupo, frisa ainda Tiago Costa, “é importante termos espírito de grupo, termos as crianças unidas, termos os pais connosco.

Os pais são uma mais valia no nosso grupo, se não tivéssemos o apoio deles tínhamos muito mais dificuldades em fazer as coisas. Eles disponibilizam os carros e ajudam no pagamento dos trajes, são muito entusiastas”, acrescentou Tiago Costa.

O diretor e ensaiador do rancho infanto-juvenil fala com entusiasmo desta experiência ainda recente na freguesia e que teve como principal impulsionador precisamente o presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro Fins, Alvarinho Sampaio.