, ,

Assinado protocolo que abre portas à nova Divisão/Esquadra da PSP na Maia

O município da Maia vai começar a construir dentro de dois anos uma nova Divisão da PSP, no centro da cidade, mais exatamente na rua Central do Sobreiro.

A divisão vai incluir núcleos de investigação criminal e a atual esquadra da PSP da Maia. Será o local de trabalho de perto de 150 agentes.

Este é um projeto “há muito desejado” pelo município da Maia, referiu o presidente da Câmara, António da Silva Tiago, que, na quarta-feira passada, assinou com Isabel Oneto (secretária de Estado adjunta e da Administração Interna) um protocolo de cedência de um terreno ao Ministério da Administração Interna (MAI) para a construção da nova Divisão/Esquadra da PSP.

Câmara da Maia cede terreno com a condição de a obra avançar em dois anos

Dada a importância deste projeto, foi “encontrada esta solução: a Câmara cede este terreno ao MAI – devia ser ao contrário, mas é assim – e espero que o Ministério faça rapidamente o projeto”, referiu Silva Tiago.

O autarca apontou ainda o que está previsto no protocolo: “o Ministério da Administração Interna deverá entregar o projeto, dentro de cerca de meio ano, à Câmara e fazermos um contrato inter-administrativo. Depois a autarquia poderá lançar o concurso público para esta empreitada da Divisão/Esquadra da PSP, sendo que a obra decorrerá sob a égide da Câmara, mas quem pagará as faturas será o MAI”.

A escolha da rua Central do Sobreiro para este empreendimento deve-se ao facto de a Câmara ter “este terreno disponível no local” e não é alheia ao “planeamento cuidado em termos urbanísticos da Câmara da Maia”, frisou António Silva Tiago, que não deixou de apontar as boas acessibilidades da área, situação que também não foi esquecida por Isabel Oneto, na sua intervenção nos Paços do Concelho.

Secretária de Estado Isabel Oneto acredita no cumprimento de prazos de obra de vulto de 2 milhões de euros

Em declarações à comunicação social local, Isabel Oneto, secretária de Estado adjunta e da Administração Interna, afirmou que a assinatura do protocolo com a Câmara da Maia é o primeiro passo para dar “melhores condições de trabalho aos agentes da PSP” para o exercício do seu trabalho.

Isabel Oneto adiantou que esta obra irá custar cerca de 2 milhões de euros. O protocolo estipula que a empreitada tem que começar dentro de dois anos. Isabel Oneto sublinhou que “o projeto de execução é moroso, tem muitas especificidades, pelo que vamos tentar fazê-lo o mais depressa possível, para que a obra possa arrancar”.

A secretária de Estado adjunta ressalva que é certo que “não é previsível que comece dentro de um ano”, deve começar dentro dos dois anos do protocolo, dado que “é preciso o projeto funcional, projeto de execução, documentação necessária ao lançamento de empreitada, terá que ser um concurso internacional, pois esta obra irá custar cerca de 2 milhões de euros. Terá que haver uma tramitação que é necessário respeitar”.

Diretor adjunto da PSP acentua qualidade e dimensão de obra de raiz

Magina da Silva, o diretor adjunto da PSP nacional, marcou presença na cerimónia protocolar, que decorreu nos Paços do Concelho da Maia, tendo aproveitado para realçar, que muito mais do que o fator da remuneração, o que eleva a motivação dos agentes da PSP – “há estudos que o comprovam” – é o fator das “boas condições de trabalho”.

Sobre as novas instalações, Magina da Silva destaca o facto de serem construídas de raiz, adiantando que serão “melhores a nível de qualidade e dimensão” e que “é completamente diferente a PSP ocupar instalações que já existem e que foram criadas com outras finalidades, como escolas ou direções gerais de vários ministérios, do que projetar de raiz uma instalação policial para o fim a que se destina, por isso, desde logo isso é uma mais valia para os próprios polícias e para os cidadãos que servem.

Basicamente, trazer para o concelho da Maia uma sede de Divisão é um marco importante, porque é o sítio onde deve estar”.

O diretor adjunto da PSP aponta outra vantagem relacionada com a fusão de serviços: “cada instalação que conseguirmos fechar ou agregar ganhamos, em tese, 12 polícias para as respostas urgentes que os cidadão precisam”.