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Processo Participativo do PDM concluiu fase de diagnóstico

A fase de diagnóstico da segunda revisão do PDM da Maia já completou a ronda por todas as freguesias do concelho, no início deste mês.

Depois desta fase seguem-se novas rondas, pelas 10 freguesias da Maia, sendo a próxima relativa à fase de Propostas dos Cidadãos. Recorde-se que a equipa de especialistas da Universidade de Aveiro que trabalha nesta fase da revisão do Plano Diretor Municipal é liderada pelo Professor José Carlos Mota, que tem vindo a desafiar os cidadãos maiatos a partilharem nestas reuniões de trabalho, memórias nas mais diversas formas, desde fotografias, documentos ou a simples memória descritiva de cada um.

José Carlos Mota entrevistado pelo Maia Primeira Mão afirmou-se muito satisfeito com a “grande participação que tem acontecido”.

As palavras usadas por este responsável para descrever o processo na Maia são “inovador e estimulante”. Mota refere que “os fregueses de cada uma das freguesias têm vindo a partilhar nas reuniões aquelas que são as suas memórias coletivas das vivências no território, para que possam ajudar a inspirar propostas para o futuro da Maia e, sobretudo, para enquadrar no âmbito da revisão do Plano Diretor Municipal”.

As próximas rondas que se seguem pelas freguesias serão das fases: propostas dos cidadãos e  apresentação da proposta final do PDM.

A fase de propostas do cidadão irá, a partir das ideias da primeira ronda – diagnóstico – convidando os cidadãos “a estabelecer e identificar propostas que respondam aos problemas elencados, porque nesta primeira fase as memórias são o mote, mas também pretendemos identificar o que são problemas, o que são oportunidades e fazer com que os cidadãos construam as suas respostas daquilo que foi a primeira fase”, explicou José Carlos Mota.

Depois haverá uma última etapa que é a apresentação do Plano Diretor Municipal, que é coordenada pelo engenheiro José António Lameiras, que irá fazer a apresentação da proposta da autarquia e “todas as respostas dos cidadãos serão tidas em conta, o que será também uma prestação de contas daquilo que foi o contributo de cada um naquele que será o resultado final deste processo participativo”.

O processo tem que estar concluído em junho do próximo ano. Diz Mota que “o exercício tem que ser aprovado pelo governo e ainda pretendemos que as propostas possam ser experimentadas no terreno.  No fundo, queremos que os cidadãos também se responsabilizem pelo exercício de concessão, das ideias, na formulação das ideias e da sua concretização experimental, que é um exercício ainda mais arrojado, mais inovador, que decorrerá só no próximo ano”.

Agenda das reuniões efetuadas:

7 março – Águas Santas; 21 março – Castelo da Maia; 28 março – Cidade da Maia; 4 abril – Milheirós; 11 abril – Folgosa; 2 maio – Moreira; 9 maio – Nogueira e Silva Escura; 23 maio – Pedrouços; 30 maio – São Pedro Fins; 6 junho – Vila Nova da Telha.