Opinião: Adeus 2008, até já 2009

A poucos dias de brindarmos a um novo ano, resta-nos igual tempo para fazermos o balanço do velho ano. 2008 ficará conhecido como o ano da crise. Se 2008 fosse um bolo-rei, pode dizer-se que todos os sectores, em Portugal, desde a educação, o social, a justiça, até à saúde, foram contemplados com uma fava e, como manda a tradição da quadra, obrigados a pagarem a factura de uma crise generalizada e de um (des) Governo Socialista.

A crise é grave e generalizada. O Governo Socialista faz como a avestruz e enfia a cabeça na areia, sendo que quando a levanta é para anunciar medidas avulsas e disparatadas

Gostaria de dedicar algumas linhas com um tema que considero deveras importante para nós jovens, pela proximidade. Falo do (des)emprego em Portugal! O (des)emprego está “próximo” dos jovens que terminam a sua formação ou especialização profissional e tentam o mercado de trabalho. Que alternativas de empregabilidade? O (des)emprego está igualmente “próximo” dos que já estão no mercado de trabalho. O que fazer para manter o posto de trabalho? Estamos sempre “próximos”, a uma passo do (des) emprego.

A crise é grave e generalizada. O Governo Socialista faz como a avestruz e enfia a cabeça na areia, sendo que quando a levanta é para anunciar medidas avulsas e disparatadas. Eis uma das últimas “quentes e boas” (como as castanhas): os estágios profissionais. Onde está a criatividade, a inovação que este Governo pede aos portugueses? Chega de tentar “mascarar” as estatísticas à custa do futuro dos nossos jovens! Podemos, no entanto, repescar algumas ideias, reportando à campanha eleitoral, quando José Sócrates anunciou e embandeirou a criação de 150 000 postos de trabalho. Uma utopia! Até hoje, quantos postos de trabalho foram extintos? Será que a proposta era para a criação de 150 000 novos desempregados?

O clima é de instabilidade e já se instalou nas empresas portuguesas. O dia-a-dia dos trabalhadores português é pautado pela inquietação. Podemos ainda, às incertezas dos trabalhadores, juntar as preocupação dos empresários no sustendo das famílias que trabalham para as suas empresas. Talvez, no campo na criatividade, alguns empresários portugueses possam dar ensinamentos, uma vez que têm que criar planos de acção, de forma a conseguirem liquidez nas suas empresas, com uma forte carga fiscal e um Estado que paga mal e a más horas. Mas atenção… o Governo não apoia as PME, mas dá apoios ao que realmente é premente e importante. Financia a banca que, por sua vez, deveria apoiar os empresários em linhas de crédito, para a sustentabilidade das empresas, mas está sempre a recusar os pedidos de crédito!

O ano de 2009 será um ano de ATITUDE. A JSD não deixará que continuem a hipotecar o futuro dos jovens portugueses. Com rumo e atitude, ajudará a vencer os próximos combates políticos que 2009 trará.

Desejo a todos, Boas Festas!

Paulo Resende

Presidente JSD Maia e Conselheiro Nacional da JSD