Câmara da Maia vai processar o Governo por prejuízos decorrentes das portagens nas ex-SCUTs

A Câmara Municipal da Maia vai processar o Governo pelos danos causados nos arruamentos do município, desde que entrou em vigor a cobrança de portagens nas ex-SCUT, há precisamente um mês..
Em conferência de imprensa, esta manhã, Bragança Fernandes, presidente da autarquia maiata, afirmou que o trânsito no interior da cidade aumentou e já há arruamentos que estão a precisar de ser requalificados por causa dos pesados que fogem às portagens.

Para além disso, os veículos da autarquia são forçados a pagar portagens para chegar à Lipor II e ao aeroporto. Uma discriminação negativa em relação a outros municípios e, por isso, vai avançar para os tribunais, anunciou Bragança Fernandes.

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O autarca considera inademissível ter de pagar portagens para que os camiões da Maiambiente possam entrar num equipamento intermunicipal localizado no seu próprio concelho.

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Para chegar à Lipor II, os camiões de recolha de lixo passam por três pórticos de portagens na A41, pagando uma taxa correspondente à classe 3.

Financeiramente, a autarquia estima uma despesa anual de 25 mil euros, só para as portagens. Verba que poderia ser aplicada na aquisição de mil contentores para resíduos. Num mandato de quatro anos, a despesa aumenta para 100 mil euros, valor equivalente à aquisição de 2 camiões do lixo de médio porte ou um de grande porte.