Marco António Costa apoia recandidatura de Bragança Fernandes

Já a pensar nas eleições autárquicas de 2013, o presidente da distrital do Porto do PSD e vice-presidente da comissão política nacional, Marco António Costa, esteve, esta segunda-feira, na Maia, para um encontro com autarcas. Em cima da mesa estiveram vários assuntos, entre os quais, a preparação das autárquicas, quando faltam cerca de dois anos para serem lançados os nomes dos candidatos às câmaras municipais do distrito do Porto, onde vão surgiu muitas mudanças devido à lei da limitação de mandatos.

No entanto, no caso da Maia, Marco António Costa garante que o assunto está praticamente resolvido, uma vez que apoia a recandidatura de Bragança Fernandes à presidência da Câmara Municipal. “No caso da Maia é muito simples, é manifestar total confiança no presidente da câmara e a disponibilidade e vontade para que ele se volte a recandidatar à Câmara da Maia. Tem feito um extraordinário trabalho, temos sentido o reconhecimento desse trabalho pela população, portanto, aqui é extremamente fácil fazer este trabalho”.
De resto, Marco António Costa adianta que estes encontros servem para que os autarcas possam fazer um acompanhamento político, social e económico da realidade do seu concelho. Por outro lado, procurou também transmitir alguma informação que considera “relevante” para que os autarcas fiquem com um quadro “realista” da situação que vive no país e daquela que será a evolução da situação económica e social durante o ano de 2011.

Entre as preocupações apresentadas pelo vice-presidente do PSD, esteve o “galopante evoluir de encerramento de empresas na região Norte”. “Há um problema muito grave”, sublinha.
Recorda que esta segunda-feira tiveram conhecimento que a Caixa Geral de Depósitos disponibilizou uma linha de 500 milhões de euros para a recapitalização das empresas e que era uma situação que o PSD já reclamava. “Os deputados do PSD fizeram várias visitas no distrito, onde apresentaram casos específicos de empresas que tinham encomendas importantes destinadas à exportação e que não conseguiram assegurar as encomendas porque não tinham capitais suficientes para fazer a aquisição das matérias-primas”, sublinha.
Outra preocupação que transmitiu aos autarcas tem a ver com o desemprego o distrito do Porto, que adquire a seu ver duas facetas “muito graves”, que é o desemprego estrutural e o desemprego dos jovens e que merece uma “atenção especial” do PSD.

Por outro lado, acrescenta, o encontro prende-se também com o facto do poder autárquica, “onde o PSD é maioritário a nível nacional” ser uma primeira linha de resposta social às populações. “Todos nós temos consciência há muitos portugueses que vão perder apoios significativos, sob o ponto de vista social, este ano, muitos outros porque vão terminar as prestações sociais de desemprego começarão a entrar numa situação de enorme dificuldade, e são as autarquias locais a primeira resposta de carácter social de proximidade”, sustenta Marco António Costa.

Por isso, disse, importa colher informações junto dos autarcas, assim como importa também transmitir experiências e iniciativas que têm sido desenvolvidas em vários locais para estarem “mais capacitados para termos uma análise real do país que temos, do país que desejamos construir de forma a que haja um sentimento de realismo em todo este trabalho político que tem que ser feito”, justifica. “Acho que o país está cansado e atingiu um ponto de saturação em relação às política do ‘faz de conta’. Há um fingimento que há muitos anos se vem vivendo na vida política. A agonia do país tem sido galopante e essa agonia decorre dessa política de simulação e dessa política de fingimento”.
Este foi o primeiro encontro com autarcas do distrito do Porto. De acordo com Marco António Costa as reuniões vão acontecer todas as semanas.

Isabel Fernandes Moreira