João Paulo Melro lidera nova direcção da Criança Diferente (com audio)

“Sou um jovem em luta e à procura de constantes desafios”. João Paulo Melro é o novo presidente da direcção da Criança Diferente sucedendo no cargo a Clarisse Monteiro. A tomada de posse para o triénio foi no passado sábado e o técnico superior de serviço social assume que “talvez” se trate do maior desafio da sua vida. Estes primeiros dias, confessa, têm sido de ansiedade. “Têm sido de bastante ansiedade, no sentido de me querer sentir organizado e de perceber toda a dinâmica institucional, que é muita, mas dias felizes”.

O novo presidente não esconde algum receio com esta nova tarefa, no entanto, considera que os receios e os medos fazem parte da vida de cada um. “Todos os desafios que nos são colocados são momentos de aprendizagem”. Mas sente-se confiante porque tem sentido da parte dos técnicos e dos pais algum apoio. “Isso deixa-me mais protegido”, confessa.

Antes de decidir apresentar uma lista candidata à direcção, existiram vários momentos de reflexão porque entendia não ser fácil dar continuidade ao legado fundado por Clarisse Monteiro. “Mas efectivamente a Criança Diferente precisava de alguém com uma grande sensibilidade e a sensibilidade para a causa é uma das minhas características porque, de alguma forma, também estou ligado a ela”. Confesso que não é fácil mas, com certeza irei dar continuidade ao legado da drª Clarisse”, justifica.

[audio:2012_01_19_JOAO_MELRO_DESAFIO.mp3]

Durante este mandato João Paulo Melro gostava de dar início ao lar e ao centro de actividades ocupacionais na Quinta Pedagógica, numa vertente agropecuária, num contacto mais directo com a natureza porque os nosso meninos vão exercer. “Esse é o meu grande desafio, é conseguir avançar com este projecto”. “As verbas são altíssimas e é preciso arranjar verbas para tornar isso possível”.

João Paulo Melro é técnico superior de Serviço Social, tem 31 anos e é natural do concelho de Valongo. Tem ainda formação na área do empreendedorismo social. Assume duas paixões – uma pela fotografia, outra pelos meninos com quem trabalha. Terá sido essa mesma paixão que o levou, há cerca de cinco anos, à Criança Diferente. Começou como ajudante de acção directa. Chegou a cozinhar e a limpar o chão. Foi monitor e só depois é que passou a exercer a sua actividade profissional. “Foi um percurso bastante humilde”.

Isabel Fernandes Moreira