Especialistas defendem que talento de cada um contribui para a competitividade das empresas


É possível aumentar a competitividade com a prata da casa. O conceito foi apresentado, esta quarta-feira à tarde, no Fórum da Maia, durante o Seminário empresarial “Empresas mais competitivas”. Trata-se do modelo DPI – Direcção Por Implicação, que assenta sobretudo nas pessoas e no seu talento e defende uma consultoria baseada na aprendizagem e, especialmente, orientada para o desenvolvimento de competências.

O professor e especialista, José Carlos Alvarez, acredita que o modelo pode mesmo fazer a diferença e contribuir para melhorar a competitividade das organizações. É que “nós comprovamos nas empresas que dos 100 por cento do talento que há, apenas se utiliza 16 por cento”.

Por isso, José Carlos Alvarez e Gerardo Suárez desenvolveram um modelo que está orientado precisamente para aplicar mais talento das pessoas. A chave, defende o docente, é contar com as pessoas, sobretudo as pessoas que são umas mais valia para definir um projecto empresarial que implique toda a gente “para desenvolver as suas competências e capacidades para que desempenhem funções de forma mais eficaz”, explicou.

O fundamental, acrescentou, é que os colaboradores sintam que fazem parte de um projecto, onde vejam a sua vida profissional e o seu futuro e, acima de tudo, que sintam a possibilidade de ocupar um posto de trabalho que satisfaz os seus desejos e aspirações.

José Carlos Alvarez defende que não se pode dizer ao empresário o que é que ele deve ou não fazer para que o seu negócio seja mais competitivo. O caminho vai no sentido de “o por a trabalhar, fazê-lo pensar, reflectir e partilhar ideias com os companheiros. “É desta forma de trabalho que, muitas vezes, surgem os grandes projectos”.

Durante a sessão de abertura, o vereador das relações económica, Paulo Ramalho, também defendeu este conceito e a ideia que o sucesso “deve ser repartido por todos os colaboradores”. Mais do que nunca, acrescentou, “é preciso trabalhar em rede”.

O modelo DPI está a ser implementado nas Pequenas e Médias Empresas espanholas. A ambição é que chegue a cinco mil empresas no prazo de três anos. Chega a Portugal a partir de um MBA que Cristina Vieira está a fazer. A DPI Consultores começou por organizar, em parceria, estes seminários e está agora a angariar os primeiros clientes para que o modelo comece a ser aplicado no sector empresarial português.

Isabel Fernandes Moreira