Maia acusa Governo de má aposta na fusão dos Centros de Saúde

Continua a preocupação com a possibilidade dos munícipes da Maia passarem a ter menos qualidade nos cuidados primários de saúde.

Já no dia 15 de Junho foi divulgado que o Ministério da Saúde confirmou a fusão de agrupamentos dos centros de saúde (ACES) de Valongo e Maia, em resposta a um requerimento escrito do Grupo Parlamentar do Partido Comunista (PCP) na Assembleia da República. Bragança Fernandes, presidente da Câmara da Maia, insiste que não concorda que retirem médicos ou enfermeiros do concelho para outro lado, frisando, “não quero que os meus munícipes sejam prejudicados”.

Já no mês passado, os autarcas de Valongo e Maia manifestaram a sua discordância, considerando que a fusão é apresentada “sem qualquer enquadramento”.

O Ministério da Saúde considerou, em resposta ao requerimento do PCP ser “desajustado” dar o nome “’mega agrupamento’ ao caso Maia-Valongo”, dizendo que existem muitos “pontos de contacto e intersecção”, considerando que na ARS do Norte nenhum Agrupamento de Centros de Saúde irá ultrapassar as 300 mil pessoas e que a “situação anterior previa ACES até 200 mil pessoas”.

O presidente da autarquia, Bragança Fernandes, mostrou-se novamente preocupado com a falta de proximidade nalgumas das freguesias, “mais na parte nascente, junto aos limites de Valongo”.

Bragança Fernandes considera que os Agrupamentos de Saúde da Maia e de Valongo devem manter-se como estão, a funcionar em separado, porque ambos estão a prestar cuidados com qualidade, o que com a fusão, frisa o autarca, poderá não acontecer.

Por outro lado, o presidente da Maia recorda que nos últimos anos investiu muito em equipamentos de saúde: “considerei que é um bem essencial para os munícipes e não queremos agora que essas condições sejam desperdiçadas, não aceito de maneira nenhuma que retirem daqui médicos ou enfermeiros para outros concelhos”. Para o autarca, a Maia deve “ficar como está”, até porque o governo não irá com esta fusão conseguir “poupanças significativas, é uma má aposta”, concluiu Bragança Fernandes.