Presidente da Socialis em greve de fome num protesto contra a Segurança Social

A presidente da associação de solidariedade social Socialis começou hoje uma greve de fome frente à Segurança Social do Porto, para exigir o aumento da comparticipação ao Centro de Apoio à Vida, uma estrutura que pode fechar por falta de sustentabilidade financeira.

A associação alerta que a verba atribuída para cada utente é insuficiente para suportar os custos da estrutura.

A Socialis é uma instituição particular de solidariedade social (IPSS) da Maia, sendo uma das suas valências o Centro de Apoio à Vida, com casa de acolhimento para jovens grávidas, mães adolescentes e seus bebés.

maria luisa costa

Imagem de arquivo

Maria Luísa Costa refere que foi preciso chegar a este tipo de protesto porque em causa estão 10 postos de trabalho e mais de 127 jovens que têm sido apoiadas pela Socialis.

A Socialis estava a receber, no máximo, 230 euros mensais por utente enquanto, sublinha a presidente, há outras instituições a receber de 800 a 1000 euros por cada utente.

Mensalmente a associação regista mais de três mil euros de prejuízo só na casa de acolhimento.

Quase todos os dias a Socialis recebe contactos das comissões de crianças e jovens e das entidades que dão apoio aos tribunais no sentido de ajudar pessoas em situações de dificuldades, em concreto adolescentes grávidas.

Se o Centro de Apoio à Vida tiver de fechar por falta de apoio, as pessoas que actualmente são apoiadas deixarão de o ser, porque mais nenhuma instituição está a realizar este tipo de trabalho.

À Lusa, o coordenador do Centro Distrital de Segurança Social, Sampaio Pimentel, alegou com uma alegada ilegalidade no recebimento de fundos.