Circulação na A41 entre Alfena e nó da A3 deve ser restabelecida no próximo fim de semana

A41

Depois na segunda-feira passada, dia 4, um grupo de utentes da A41 ter organizado um “buzinão” em Alfena, Valongo, manifestando-se e reivindicando melhores acessos, obras mais rápidas e o fim das portagens, a Ascendi anunciou que a conclusão da primeira fase dos trabalhos é antecipada “significativamente para o próximo fim de semana”. Mas é uma previsão sempre “dependente das condições climatéricas”.

Em esclarecimento enviado à redação do Primeira Mão, a Ascendi adianta ainda que “com a conclusão da primeira fase, será permitida a circulação nos dois sentidos de tráfego, com uma via em cada sentido na zona em que vão decorrer os trabalhos da segunda fase. Estes trabalhos permitirão o restabelecimento total da circulação na zona entre Alfena e o Nó da A3 da A41”.

Após o aluimento de terras que ocorreu na A41 em fevereiro devido à elevada pluviosidade, prossegue a nota da Ascendi, “a imediata mobilização de meios efetuada, com recurso a trabalho contínuo em condições muito adversas, permitiu manter um sentido de tráfego sempre operacional. A pronta resposta permitiu também abrir temporariamente um corredor de circulação, no sentido inverso, autorizado para viaturas de emergência”.

Recorde-se que, no início de março, a empresa concessionária desta via rápida tinha previsto a conclusão das obras da primeira fase em oito semanas, mas conseguiu encurtar o prazo. A previsão inicial dos trabalhos na segunda fase da obra era de mais oito semanas. Mas o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, já garantiu que a Ascendi prometeu reduzir as obras para metade do tempo, após reuniões com a  autarquia em que foi solicitado o “reforço do pessoal” e que os trabalhos decorressem “de dia e de noite”.

Maia quer reparações

O autarca ficou satisfeito com a garantia da Ascendi de que, na próxima semana, já funcionará “uma faixa de rodagem, pelo menos, em cada sentido, no troço que está encerrado”. Mas o presidente do executivo maiato já avisou que estes desvios estão a “danificar mais as nossas vias públicas”, por isso, exigiu que a Ascendi as repare, caso contrário, “iremos acionar a concessionária em tribunal”.

Por outro lado, também foi feita pressão pela Câmara da Maia para que fosse “retirado o pórtico” para que os utilizadores não saiam prejudicados, mas a Ascendi terá esclarecido que essa questão deve ser tratada com a Estradas de Portugal e que quem dá instruções a esta entidade é o governo.

Bragança Fernandes revelou que, na passada terça-feira, dia 5, enviou uma carta ao ministro da tutela a “solicitar que suspenda o pagamento dos pórticos na A41 até que as obras estejam concluídas”.

Primeira Mão também pediu esclarecimentos à Ascendi sobre a anulação das portagens na A41 durante as obras, mas a empresa não enviou qualquer informação sobre esta questão.