Oferta de ensino superior cresce na Maia

Célio Sousa

A completar 25 anos, o ISMAI, a “maior instituição de ensino privado no Norte do país”, tem desde 22 de junho do ano passado, a companhia de um novo instituto, o Instituto Politécnico da Maia (IP Maia), a funcionar num campus comum.

Célio Sousa, presidente do Conselho de Gestão do IP Maia, carateriza a nova instituição como um desafio perante a alteração legal, que coloca o fim nos chamados CET, Cursos de Especialização Tecnológica, e, por outro lado, cria nova oferta formativa de “pendor semelhante, mas de estrutura mais musculada (quatro semestres)” com os cursos designados por CTESP (cursos técnicos superiores profissionais), mas que apenas podem funcionar em instituições politécnicas.

A população estudantil que frequentava os CET no ISMAI ascendia a 500 alunos, pelo que a instituição não quis correr o risco de os perder e abraçou um novo desafio: a criação de um “Politécnico”. Formalmente reconhecido pelo Conselho de Ministros a 22 de junho de 2015, o novo instituto só conseguiu a aprovação dos novos cursos em 26 de agosto, a três semanas do início das aulas do novo ano letivo 2015/16.

Abrir em 16 de setembro, com quatro licenciaturas e 12 CTESP aprovados foi, segundo Célio Sousa, uma “maratona com glória”. Há um universo de 250 estudantes a frequentarem o IP Maia, “um número muito simpático dadas estas circunstâncias”, nas três licenciaturas e nos 10 CTESP que se encontram em funcionamento. No primeiro ano letivo não houve ainda procura suficiente para abrir a licenciatura de Informática de Gestão e os CTESP de Serviços Jurídicos e de Serviço Familiar e Comunitário.

É mais uma aposta de crescimento do ensino superior na Maia, que irá continuar a consolidar a sua posição no concelho, ao invés de se expandir por polos, como aconteceu com outras universidades, que, inclusive, perderam alguma da credibilidade que a sua oferta formativa oferecia, explicou Célio Sousa.

Ampliação das infraestruturas desportivas

Célio Sousa referiu que está em curso um projeto de “ampliação das infraestruturas desportivas do campus, no seguimento do investimento que a entidade fundadora, a Maiêutica, tem efetuado na modernização das estruturas do campus ao longo dos últimos 25 anos, dotando-o dos melhores equipamentos, para o tornar mais atrativo”. O campus está bem situado, junto ao metro e com boas acessibilidades, “tem um bom parque de estacionamento, bons estúdios e laboratórios e, em breve, iremos ter um complexo desportivo que fará corar de inveja muita da nossa concorrência”, afirmou Célio Sousa.
O desenvolvimento do espaço irá possibilitar a oferta de “um complexo desportivo, que incluirá um novo estádio universitário e uma pista de Atletismo”, embora a oferta desportiva já seja bem abrangente: “temos instalações preparadas para receber competições nacionais e europeias nalgumas modalidades como o basquetebol, andebol e voleibol. Também existem campos de ténis.
O campus dispõe de uma área ocupada de 70 mil metros quadrados para uma população estudantil de quatro mil alunos”.
Está a ser feito um investimento avultadíssimo no sentido de prestigiar ainda mais as instalações. E o crescimento deverá ser  por este caminho, sublinhou ainda o presidente do Conselho de Gestão do IP Maia.

O ponto diferenciador do IP Maia passa em parte pelas instalações que oferece, mas também é fundamental o corpo docente de qualidade, a par do “prestígio que a instituição-mãe (ISMAI) granjeou a nível nacional”.
Como instituição politécnica, o IP Maia apresenta um corpo docente que alia as competências académicas às elevadas competências técnicas. Célio Sousa frisou que estão a trabalhar com o instituto, “além de académicos, especialistas e profissionais com um saber empírico, como por exemplo, quadros da Câmara da Maia, das Águas do Douro, da Efacec, da Porto Digital, entre muitas outras empresas”.
Inerente à instituição está a proximidade ao mercado de trabalho, uma vez que os CTESP têm obrigatoriamente uma componente de estágio de 750 horas, “existindo protocolos celebrados com dezenas larguíssimas de instituições na região. Toda esta ligação à comunidade concorre favoravelmente para a empregabilidade destes jovens”.

Bolsas

As instituições privadas dependem das propinas pagas pelos alunos, por isso o ISMAI dispõe de um Gabinete de Ação Social com três técnicos especializados, que apoiam as candidaturas a bolsas de estudo. “Já atingimos uma taxa de 25% de estudantes com bolsas de estudo, o que é importante para nós e para os alunos”.

Outra forma de financiamento passa pelo desenvolvimento de serviços prestados a empresas no exterior da escola, de que é exemplo o gabinete de assessoria técnica ja´existente, que presta serviços na área de Engenharia e Segurança no Trabalho, podendo realizar medição de ruído ou de impacto ambiental.
Também as infraestruturas desportivas poderão ser rentabilizadas para locação de espaços a entidades exteriores, daí a aposta neste aspeto do campus com o projeto de ampliação das estruturas e criação de novas áreas.

Tendo em conta a natureza privada da instituição, a aposta na promoção junto da comunidade, em especial dos jovens, é bastante forte. Assim, o IP Maia organiza, em parceria com o ISMAI, diversas ações voltadas para o exterior, tais como a Feira das Profissões, que decorrerá dias 19 e 20 deste mês, o Open Weekend, que acontecerá dias 27 e 28, ou ainda a Universidade Jovem, que decorrerá no próximo mês de julho.

IP Maia e quadro formativo

O IP Maia integra duas escolas: a Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) e a Escola Superior de Ciências Sociais, Educação e Desporto (ESCSED).

Licenciaturas: Solicitadoria; Treino Desportivo, Contabilidade e Tecnologias de Informação, Web e Multimédia (esta última submetida à acreditação)

CTESP: Acompanhamento de crianças e jovens; Contabilidade e gestão; Lazer desportivo; Desporto e turismo de natureza; Gestão administrativa de RH;  Gestão comercial e vendas; Manutenção industrial; Produção multimédia e jogos digitais; Redes e sistemas informáticos; Serviço familiar e comunitário; Serviços jurídicos; Tecnologias e programação de sistemas de informação.

Há 7 CTESP novos a aguardar acreditação/registo: Treino desportivo de jovens; Condução de obra e reabilitação de edifícios; Design e inovação industrial; Energias renováveis e eficiência energética; Gestão industrial; Marketing digital; Qualidade Ambiental.