Victor Dias publica ensaio para políticos

Victor Dias

‘Convencer ou seduzir – a vitória eleitoral entre a razão e a emoção’ é o título do livro apresentado ao público por Victor Dias no dia 8, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto.
A obra tem prefácio de António Lobo Xavier e a sessão contou com a presença de Sebastião Feio de Azevedo, Reitor da UP, e de Silva Peneda, a quem coube a apresentação do autor e da obra.
Silva Peneda focou alguns dos aspetos com os quais se sentiu identificado, como os princípios, convicções e valores éticos abordados pelo autor e sublinhou a ênfase que o prefaciador também atribuiu aos problemas da projeção imagética dos políticos e dos cidadãos nos média e muito em particular na televisão.
O Primeira Mão não podia deixar passar em claro este acontecimento que se reveste de múltiplos interesses, nomeadamente ao nível político, social  e cultural e foi ouvir o autor, com cuja colaboração conta regularmente desde a génese deste jornal.

Qual a temática deste livro?
Victor Dias – Trata-se de um ensaio, no qual abordo várias temáticas que se interpenetram. Abordo questões do âmbito da Ética, do Marketing político e eleitoral, da Comunicação e dedico uma boa parte do seu conteúdo a uma abordagem que é, de algum modo inovadora, refiro-me à Inteligência Política Competitiva. E digo inovadora, considerando que estabeleço no meu livro uma relação transdisciplinar entre a Inteligência Competitiva e a Política, demonstrando a sua inequívoca aplicabilidade também nesta área.


A quem se dirige a obra?

É dirigido, em primeiro lugar, aos putativos candidatos que pretendam disputar uma eleição e conquistar um qualquer cargo que exija a passagem por um sufrágio eleitoral. Hoje, fazem-se campanhas eleitorais bastante competitivas para disputar cargos de relevo, em muitas outras instituições que não apenas as de natureza política. Veja-se o que acontece quando há eleições para os grandes clubes de Lisboa, por exemplo.
No entanto, não se pense que o livro se destina apenas aos candidatos, bem pelo contrário, creio que todo o cidadão eleitor que o leia vai certamente encontrar nele certos motivos de interesse que o ajudarão a discernir melhor, ajudando-o a perceber quando o estão a convencer, pela via da razão, ou se o querem seduzir, arrastando-o para o território da emoção. Note-se que não pretendo desqualificar nenhum dos territórios mentais do ser humano, nem o da razão e tão pouco o da emoção, sendo que são faces da mesma “moeda”…

 

Como autor que mensagem pretende transmitir com a obra?
Pretendo levar os candidatos a tomar consciência de que os cidadãos eleitores não são acéfalos ou estúpidos. E como tal, terão de construir um discurso e pôr na rua campanhas que respeitem a inteligência das pessoas, os seus valores éticos e emocionais. Um político pode enganar o eleitorado uma vez na vida, mas o eleitorado não se deixa enganar toda a vida pelo mesmo político. A não ser que ele seja realmente um “génio” na Arte de seduzir…
Creio que consigo transmitir a ideia de que é possível fazer política com verdade e com respeito pelos cidadãos. Por outro lado, proponho orientações para que uma candidatura seja competitiva, organizada e se apresente com uma estratégia ganhadora.

 

Corresponde a um trabalho de quanto tempo?
É difícil responder. Admito que já tinha em mente escrever este ensaio desde que concluí, na Universidade Católica, o meu curso avançado na área da Prospeção Política. Se me pergunta quanto tempo precisei para redigir o livro, dir-lhe-ia que o escrevi em meio ano. Mas a preparação dos vários temas que abordo neste ensaio, foi uma missão que propus a mim próprio há quase dois anos.