Deputados do PSD atentos a sinais de perseguição política

No âmbito da discussão da valorização do território, o grupo de deputados do PSD eleitos pelo círculo do Porto à Assembleia da República reuniu com o executivo do município da Maia, no dia 3, onde ficou patente a preocupação quanto a uma perseguição política dos municípios geridos por  social-democratas.
Virgílio Macedo referiu que, a exemplo dos deputados do PSD, também os responsáveis pela Câmara da Maia, mostraram preocupação com a forma de “autoritarismo” exercida pelo governo com a “exoneração do Prof. Emídio Gomes da CCDR-N”, um técnico que teve sempre uma “atitude irrepreensível em termos de competência técnica e de independência ideológica”. Virgílio Macedo aponta o dedo ao governo socialista pelo que considerou ser uma “exoneração política”: “parece que não convive bem com essa independência de um alto dirigente da administração pública”.
No futuro, o deputado social-democrata só espera que, com a nomeação do novo dirigente, “não haja qualquer tipo de sequestro da CCDR-N por parte do Partido Socialista, o que seria mau para a região, tendo em conta a relevância que assume esta instituição para a região Norte”.
Há dossiês relativos ao município da Maia e outros da região, que estando dependentes da CCDR-N, elevam o nível de preocupação dos deputados do distrito. Um deles é o do prolongamento da linha do Metro entre o ISMAI (Maia) e o Muro (Trofa).
Virgílio Macedo criticou ainda: “existia a vontade política de concretizar esse troço do Metro, mas ao que parece este governo está menos interessado com o serviço às populações e mais em controlar a máquina administrativa do Estado”.
O deputado social-democrata debateu ainda com os autarcas da Maia a problemática do projeto da Variante à EN14, que o governo socialista terá pedido para reavaliar, tentando “dilatar no tempo a sua execução”. E acrescentou: “mau era que a reavaliação servisse para alterar a decisão política do anterior governo, dado que ninguém tem dúvidas na região que é uma obra prioritária e relevante para a economia dos dois municípios”.
Por este motivo, Virgílio Macedo afirma que os autarcas e deputados do PSD devem estar atentos para defender os interesses dos municípios do PSD, em causa neste caso: “não nos passa pela cabeça que possa existir algum tipo de perseguição política aos municípios liderados pelo PSD. Se não avançar quer um processo quer outro é porque há uma decisão política de perseguição a municípios do PSD em detrimento de outros eventuais projetos, que não são tão necessários, mas só porque são fixados em municípios da cor socialista”.
Os deputados do PSD eleitos pelo distrito do Porto estão a visitar todos os municípios para completar o quadro de problemas a resolver no território, com o objetivo da sua valorização. Neste âmbito, o grupo também visitou a empresa Piu Belle.

“Governo quis meter-se onde não devia”

Questionado sobre o que terá corrido mal na distribuição das verbas dos projetos PEDU, Virgílio Macedo foi mais uma vez peremptório em atribuir culpas ao poder executivo: “o que correu mal foi o governo querer meter-se onde não devia”. Porque: “a gestão dos fundos comunitários é feita por uma unidade de gestão independente, cujo presidente por inerência é o presidente da CCDR-N”. O que aconteceu, de acordo com o deputado do PSD, foi que o governo quis “interferir na componente técnica”, quando os dois planos técnico e político deviam ser independentes. Desta forma, terá tentado “uma pré-negociação das verbas”, referiu Macedo, o que é “contra as regras de uma boa gestão financeira dos fundos comunitários”.