Baixar portagens nas ex-SCUT do Interior sim, mas não esquecer outras injustiças

A41

O Governo mantém a intenção de baixar as portagens nas autoestradas do Interior durante o verão. As comissões de utentes das ex-SCUT da zona litoral, incluindo a A41, aproveitaram para lembrar ao governo que as portagens nestas vias continuam a ser injustas e apontaram o dedo a uma questão muito pertinente: a exigência da retirada do pórtico de Alfena.

O representante do grupo de utentes da A41, Nicolau Ferreira, mostrou-se agradado com intenção do Governo de reduzir o valor das portagens nas ex-SCUT, porque “do ponto de vista nacional tem impacto para as pessoas”, mas reafirmou que, em Alfena, a luta passa pela “retirada total daquele pórtico, que nem encontro palavras para o descrever”, referiu ao Primeira Mão.

800 metros

Nicolau Ferreira explicou que a situação é bizarra ou até ridícula: “somos obrigados a pagar por escassos 800 metros, se quisermos chegar de Alfena à Maia, ao Porto, etc. Ou mesmo se quisermos entrar na A3, em direção a Braga, quando nessa autoestrada temos nova portagem. Pagamos portagem para aceder a uma portagem. É injusto face aos nossos vizinhos”.

“Tendo em conta que o Interior tem sido desde sempre prejudicado, naturalmente nunca iremos contra uma melhoria de condições de acesso ao Interior, que precisa de ser desenvolvido. Somos pela igualdade, o Interior deve merecer as mesmas condições do Litoral.

Neste ponto de vista, achamos que uma pessoa de bom senso não pode deixar de apoiar a redução das portagens”, salvaguarda Nicolau Ferreira, que espera pacientemente pela resposta do Estado quanto à suspensão do pagamento de portagens na SCUT A41, pedida pelas autarquias e comissões de utentes.

Obras

Recentemente, a A41 foi intervencionada para reparar estragos devido às fortes chuvas, em fevereiro deste ano. Só no final de maio é que a Ascendi restabeleceu a normalidade na circulação entre o nó de Alfena e o nó da A3, após um período de imensas demoras para os automobilistas, na sequência das obras neste troço.

Os utilizadores chegaram a manifestar-se exigindo que não fossem cobradas as passagens nos pórticos. Nicolau Ferreira confirmou que a empresa concessionária recebeu a comissão de utentes e explicou que a cobrança de portagens estava a cargo do governo, através da entidade Estradas de Portugal. Assim, os utentes reencaminharam esse pedido para este organismo, mas ainda não receberam qualquer resposta. “Ainda temos esperança”, afirmou Nicolau Ferreira.