BE denuncia restrições ao acesso público de ruas pela Siderurgia Nacional

O Bloco de Esquerda juntou-se a cidadãos locais e organizou, no dia 24 de setembro, uma caravana automóvel que se deslocou desde o largo junto à capela de São Frutuoso, na freguesia de Folgosa, até Campo Frio, na rua da Siderurgia, que se encontra vedada por um muro de arame farpado preso ao solo, impedindo o acesso a pessoas e veículos não autorizados pela empresa que gere a Siderurgia Nacional.

Do outro lado do muro, é possível ver enormes amontoados de desperdício industrial (sucata) depositado, o que “levanta questões de saúde pública e dúvidas sobre o cumprimento da legislação ambiental”, referem os responsáveis do BE na Maia.

O BE considera que a vedação e o impedimento do acesso público à rua da Siderurgia e à travessa da Siderurgia constituem “uma restrição inaceitável à livre circulação dos cidadãos, já que os arruamentos sempre foram públicos e não se vislumbra nenhum motivo legítimo para aquela ocupação por parte da empresa”.

Apesar dos protestos dos munícipes, diz o Bloco que as Juntas locais e a Câmara Municipal “pouco ou nada têm feito para esclarecer a situação, alegando não estar em causa qualquer ilegalidade”.

Esta concentração popular pelo direito ao ambiente, ao descanso, à saúde pública e à livre circulação contou com a presença do deputado do BE Jorge Campos, eleito pelo círculo do Porto, que prometeu acompanhar a situação no âmbito da atividade parlamentar.

Já no início de julho, o BE deu corpo a uma ação em defesa do ambiente nas imediações da Siderurgia, que contou com a participação da coordenadora nacional do Bloco, Catarina Martins.