Emília Santos denuncia que governo prepara alternativa à linha de metro ISMAI/Muro

Emília Santos

Emília Santos, deputada pelo PSD na Assembleia da República, manifestou na última quarta-feira, 28, o seu “profundo desagrado” perante as justificações do governo para adiar o alargamento da rede de Metro do Porto para 2018.

Em audição ao ministro do Ambiente, a deputada eleita pelo distrito do Porto declarou que não a surpreende o adiamento em si, porque “já era notório que o governo não está alinhado com as necessidades da população do Muro”. Aquilo que a surpreende, adianta, “são as débeis razões invocadas pelo executivo”.

Para Emília Santos, não pode o ministro dizer que é preciso elaborar projetos e lançar concursos públicos, pois é sobejamente sabido que “diversos troços já têm projetos aprovados e até financiamento”, referindo os casos da linha de Gondomar e da linha ISMAI-Muro (Trofa).

Assim, questionou a deputada maiata, “por que razão não lança a obra ISMAI-Muro? É importante que o senhor se retrate nesta matéria, porque se diz em surdina que está a ser estudada uma alternativa, e já se fala numa hipotética pavimentação do canal e a sua conversão num corredor exclusivo de transportes públicos”. Porém, no entender de Emília Santos, a população não procura alternativas, mas sim a execução dos “compromissos assumidos pelo Estado”.

Da resposta do ministro, Emília Santos considera que resulta claro que o governo não acompanha a necessidade de fazer a ligação ISMAI-Muro, “que essa obra não terá lugar com o Partido Socialista no poder e que o ministério está realmente a trabalhar numa solução alternativa”.
É por estes motivos que a deputada da Maia considera que o “governo não está com o concelho da Trofa e que não sente as dores do povo do Muro”.

Ainda a falta de meios nas escolas

A deputada social-democrata é uma das subscritoras da pergunta do PSD ao ministro da Educação que incide sobre os problemas financeiros causados pelo governo aos agrupamentos.

O PSD entende que a aprovação tardia do Orçamento do Estado obrigou as escolas a funcionarem em regime de duodécimos e em alguns casos o cortes das verbas para despesas correntes foram de 20%.

Assim, Emília Santos denunciou que na Maia há agrupamentos com dificuldades. Em nota de imprensa, a deputada esclarece: “o agrupamento de escolas da Maia sofreu um corte de 21 mil euros; no agrupamento de Pedrouços o corte rondou os 11 mil, facto que obrigou a sua direção a pedir já o faseamento do pagamento da luz; nos agrupamentos de Águas Santas e de Vieira de Carvalho, em Moreira, os cortes foram de 9 mil e 5 mil euros, respetivamente. Também o Jornal de Notícias alerta que um agrupamento de Ermesinde já não tem dinheiro para pagar a luz, que sofreu um corte de 30 mil euros”.

“Quando as escolas (que são a base da construção de um futuro melhor) começam a ficar neste estado é porque já estamos a sentir o resultado das medidas de pura propaganda do atual Governo”, conclui a deputada maiata.