Emília Santos acusa ministro de não cumprir com palavra dada quanto à Variante à EN14

EN14

“Caiu a máscara do governo no debate da especialidade do Orçamento do Estado para 2017”, acusou no último dia 7, a maiata Emília Santos. Foi a reação da deputada do PSD “ao dito pelo não dito do governo” relativamente à construção de uma alternativa viária à Estrada Nacional 14, entre a Maia e Vila Nova de Famalicão. Uma obra esperada e exigida há anos pelas populações e empresas desta região.

Em nota enviada pela bancada parlamentar laranja à nossa redação, é recordado que, em junho, respondendo ao PSD, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas tinha assumido que esta obra era um projeto prioritário e que estava definida como “intervenção de médio/longo prazo”.

Uma empreitada em várias fases

Assim, neste contexto, seria um trabalho em várias fases, apontando para o primeiro trimestre de 2017 o arranque da primeira fase da obra. A nota especifica: “1ª Fase: Variante à EN14, entre o Nó do Jumbo e o Interface Rodoferroviário da Trofa, com extensão de 13km e incluindo a reformulação do nó do Jumbo; 2ª Fase: Variante à EN14, entre o Interface Rodoferroviário da Trofa e Santana, com extensão de 3 km e incluindo nova ponte sobre o rio Ave; 3ª Fase: Beneficiação da EN14 entre Santana e Vitória, com extensão de 2,5 km; Duplicação EN14 entre Vitória e a rotunda da Variante de Famalicão, com extensão de 1,5 km”.
Mas agora, “o Ministro nega a obra, afirmando que a mesma já não vai avançar”, indignando Emília Santos e levando-a a questionar em plena sessão parlamentar: “o que mudou entre junho e novembro?”.

Uma questão de credibilidade

A deputada acusou depois: “São políticos como o senhor, que não honram a sua palavra, que descredibilizam a política e os políticos”.

Lembrando que a Maia é o concelho mais exportador da Área Metropolitana do Porto e que Vila Nova de Famalicão é o mais exportador do Norte do país, Emília Santos convidou o ministro Pedro Marques a fazer com ela o percurso rodoviário Maia – Trofa – Famalicão. “Mas venha sem os pirilampos, senhor ministro, para ver efetivamente o que sofrem diariamente as pessoas e as empresas da minha região”, desafiou.

Emília Santos aproveita para criticar a decisão do Governo de “cortar 430 milhões de euros ao Orçamento das Infraestruturas de Portugal (IP), pondo em causa uma série de processos que estavam a decorrer, como é exemplo a EN14 e o IC35”.