Emília Santos defende novo programa de realojamento

Emília Santos defende novo programa de realojamento

No debate parlamentar de 6 de janeiro, a deputada social-democrata da Maia defendeu que é urgente renovar os mecanismos de realojamento de pessoas e famílias em más condições de habitação. Tudo porque os atuais modelos estão obsoletos.

Para Emília Santos, o atual Programa Especial de Realojamento (PER) “representou um enorme impulso na melhoria das condições de vida e de alojamento de milhares de famílias, mas tornou-se obsoleto, ineficaz e parcial”.

A deputada eleita pelo PSD à Assembleia da República vincou que o PER já não é solução: “em primeiro lugar, porque nasceu única e exclusivamente para erradicar barracas. Depois, porque apenas contemplava as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto”.

Um novo programa

Assim, a deputada sublinhou que “agora precisamos de um novo programa de realojamento”, e mais, “que envolva o Estado e as Autarquias Locais; que implique um recenseamento nacional dos problemas habitacionais; e com um modelo de financiamento adequado”.

Em termos políticos, Emília Santos condena o aproveitamento político do Bloco de Esquerda sobre esta matéria, afirmando que Portugal “precisa de uma estratégia consistente, coordenada e consequente e não de medidas avulsas”.

Para o PSD, a mera atualização do PER, pensada para resolver os problemas habitacionais de alguns bairros do município da Amadora consiste numa manobra de distração da opinião pública. 

“Os casos isolados do Bairro 6 de Maio (Amadora) que têm vindo a público, não podem passar à frente de outras realidades muito mais graves”, condenou, acrescentando que “não há municípios de primeira e de segunda, como não há bairros mais importantes ou prioritários que outros só porque fazem mais ruído na comunicação social”.

Emília Santos recordou também que Portugal se orgulha de ter conseguido eliminar uma gigantesca mancha de barracas, pois cerca de 70 mil famílias beneficiaram dos programas de realojamento.