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Mundo dos Esqueletos para ver no Zoo da Maia

Esqueletolândia

No mundo dos esqueletos, o mesmo é dizer na exposição “Esqueletolândia”, existem 50 peças. São esqueletos montados, para descobrir ao pormenor, desde o urso, que não tem um esqueleto tão grande como seria de esperar, até à jibóia ou ao crocodilo, entre muitos outros.

A UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), em parceria com o Zoo da Maia, organizou o conjunto, que foi devidamente contextualizado em termos estéticos pela equipa do Jardim Zoológico da Maia, no Pavilhão de Exposição das Aves, para que toda a população pudesse apreciar o outro lado dos bichos.

A mostra vai estar aberta até ao final do ano e constitui mais uma iniciativa do Zoo da Maia no âmbito do seu programa pedagógico desenvolvido para os visitantes, e, em particular para as escolas. Quem comprar o bilhete de entrada no Zoo vai poder visitar a exposição gratuitamente.

A “Esqueletolândia” tem por objetivo educar, sensibilizar e desenvolver valores, atitudes e comportamentos positivos em defesa da proteção da natureza e da sua biodiversidade.

A três dimensões é mais interessante

Carlos Venâncio, professor da UTAD, referiu que é interessante a variedade de esqueletos reunida nesta mostra. Desde répteis, aves e vários mamíferos, de diferentes portes, alguns domésticos, raças autóctones portuguesas, outros selvagens. “Alguns deles tendo já passado aqui pelo Zoo da Maia e que depois, no final de vida, foram aproveitados para a realização das necrópcias, servindo de divulgação para o conhecimento dos alunos da UTAD e, posteriormente, para o aproveitamento dos seus esqueletos”, contou. O departamento de Zootecnia preparou e montou os seus esqueletos que regressaram à Maia. No entanto, alguns dos 50 esqueletos provêm também de outros jardins zoológicos ou outras entidades do país que detêm animais.

As peças são importantes ao nível do estudo, frisou Carlos Venâncio, “já que no dia a dia, na Universidade, quando temos uma dúvida a nível do esqueleto de algum animal temos a possibilidade de consultar um exemplar devidamente montado e poder verificar os seus pormenores”. Também para que visitar a exposição sejá uma oportunidade única de “conhecer melhor o interior dos animais, é fundamental ver a três dimensões, em vez de consultar apenas os livros ou a internet. Tem a sua beleza”, explica o professor da UTAD.

A exposição demonstra “o respeito” pelos animais, defende Carlos Venâncio, “porque, tal como na natureza os esqueletos têm a sua utilidade, na parte mineralizada, também aqui se demonstra que, depois da morte, os esqueletos destes animais têm uma utilidade que se lhes pode dar”.

“Esqueletolândia” pode chegar a outros Zoos

A Junta de Freguesia da Cidade da Maia, entidade que gere o Zoo, tratou de aproveitar o espólio existente após a morte de alguns dos habitantes do seu jardim, em colaboração com a UTAD. Olga Freire, presidente da autarquia, referiu na inauguração as várias carências que envolviam a estrutura, aquando do início deste mandato, dificuldades que foram sendo superadas e transformadas em potencialidades devido ao conjunto humano que compõe o executivo e também o Zoo da Maia.

Olga Freire tem boas expetativas quanto à atratividade que a “Esqueletolândia” vai trazer ao Zoo durante este ano e não descura a ideia, tal como a UTAD, de que a mostra venha a ter itinerância pelo país. “É demasiado importante, é pena que esta exposição não visite outros zoos. Somos os primeiros a fazer esta exposição, temos alguns esqueletos que eram de animais daqui da Maia e temos muito gosto que outras crianças e adultos possam usufruir deste material que a UTAD recolheu”, sublinhou Olga Freire.

Angélica Santos