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Novas linhas de transporte dedicadas e flexíveis


A Maia tem a partir de agora novas ofertas de transporte mais flexíveis e mais próximas das necessidades da população.

A Câmara da Maia e a empresa Maia Transportes apresentaram, no último dia 14, nos Paços do Concelho, as linhas de transporte Empresarial e a Plataforma MOBUS.

O presidente da Câmara, Silva Tiago, explicou que a linha empresarial foi um dos seus compromissos eleitorais, sendo uma linha de autocarro que já se encontra em funcionamento e serve as principais áreas empresariais do concelho, incluindo algumas áreas do concelho vizinho de Matosinhos, como por exemplo, o Mar Shopping e o Centro Lionesa.

Estes projetos apresentados são “dois conceitos diversos”, um deles “um compromisso meu pré-eleitoral, agora completamente materializado com a Maia Transportes e a A. Nogueira da Costa, duas empresas de transportes privadas no concelho”.

O autarca explicou que “estas empresas realizam esta nova linha, chamada Empresarial, que vai, no fundo, articular os interfaces, quer do transporte da Metro do Porto, quer da STCP, a várias geografias do concelho e até do concelho vizinho”.C

Nova linha Empresarial

Fórum Maia – CIN – Efacec – TecMaia – Mar Shopping – Metro Pedras Rubras – Sonae – Super Bock Group – Lionesa – Fórum Maia

Linha mobus é “modelo de futuro”

Quanto ao segundo projeto, a plataforma mobus, trata-se de uma mais-valia para todo o concelho, considerou o presidente da Câmara da Maia, que acrescentou: “as pessoas poderão chamar o transporte, que será facultado pela Maia Transportes, passando a ter uma linha flexível e à medida das suas solicitações”.

Silva Tiago enaltece a solução, que considera um “modelo de futuro, pois ajusta-se às necessidades das pessoas, em todo o concelho”.

Transporte complementar ao público

Esta solução irá complementar as linhas de autocarros já existentes com maior flexibilidade.

Hugo Ferreira, da Maia Transportes, explicou que uma carrinha de nove lugares vai estar ao dispor da população de todo o concelho da Maia.

“Consideramos que, nas horas de ponta, o município está relativamente bem coberto de transportes públicos, pelo que a linha funcionará nas horas em que haverá menos oferta à população, isto é, entre as 9h00 e as 12h/12h30 e ainda entre as 14h00 e as 17h00”, explicitou o responsável pela empresa, que identificou estes períodos de tempo como sendo aqueles onde existia um “défice de oferta de transporte público”.

1 euro por viagem

Numa fase inicial, que já arrancou esta semana, de acordo com Hugo Ferreira, serão efetuados testes de reserva internamente, para testar o site e a linha telefónica para a Maia.

Esta plataforma de transporte já funciona numa outra localidade, Mafra, mas a nível urbano e com maior dimensão, o teste será feito mesmo no concelho da Maia. E dado que a linha da plataforma mobus é ainda um projeto-piloto, o custo por viagem será de 1 euro.

As pessoas poderão pedir o transporte através do site do mobus (mobus.pt) e em breve haverá uma linha telefónica direta para o concelho da Maia. Até ao momento do fecho desta edição, a plataforma ainda não estava disponível para o público da Maia, anunciando-se a abertura para breve.

Ambição é alargar mobus à AMP

Depois, “findo o projeto-piloto, esperamos poder alargar esta solução a todos os municípios da AMP – Área Metropolitana do Porto. Aí fará sentido termos isto integrado no sistema Andante”, afirmou Hugo Ferreira.

A linha de transporte começa com viaturas de 9 lugares, podendo no futuro “adaptar às necessidades, de acordo com os pedidos que nos vão chegando”, referiu ainda o responsável da empresa Maia Transportes.

Este projeto é para a empresa mais económico do que as linhas regulares de transportes, explicou ainda Hugo Ferreira, “pois o custo de operação é menor, é diferente ter uma viatura ligeira a circular e ter um pesado com poucos utilizadores. Os custos económico e para o ambiente são menores, naturalmente”.

É preciso mudar mentalidades

O vereador dos Transportes e Mobilidade da Câmara da Maia alerta para a necessidade de uma mudança de mentalidades.

“Vivemos numa sociedade em que a utilização do automóvel obedece a questões que ultrapassam muito a própria necessidade de ter um veículo de transporte e, portanto, é preciso as pessoas perceberem que, havendo transportes, o primeiro passo é delas”, sublinhou Mário Nuno Neves.

O autarca salientou ainda que “esta é mais uma resposta que permite oferecer transporte público a franjas e a áreas do território que têm menor ou nenhuma cobertura de transporte. É um meio fácil e amigável, que dará resposta, sobretudo, a necessidades pontuais de transporte”.