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Rede Maia Qualifica com compromisso assinado


O município da Maia e os diversos parceiros na área da Educação e Formação Profissional assinaram a carta de compromisso da Rede Maia Qualifica. A cerimónia decorreu no dia 25 de junho, nos Paços do Concelho, com a presença do secretário de Estado da Educação, João Costa.

Com este protocolo, os Centros Qualifica existentes no concelho passam a trabalhar em rede, de forma integrada, com vista ao planeamento estratégico da qualificação escolar e profissional.

A vereadora da Educação, Emília Santos, fez a primeira intervenção explicando que “estamos perante um projeto que resulta da necessidade de mentes ativas, de qualificação e de ajustar a oferta e a rede formativa às necessidades do nosso mercado de trabalho e aos modelos de desenvolvimento nacional e regional.

No fundo, estamos perante um projeto que reflete uma das nossas maiores divisas: na Maia ninguém fica para trás. Por isso, quando falamos em educação e formação, não falamos apenas em crianças e jovens, devemos pensar também de adultos, que por necessidade ou vontade de aprender necessitam de permanente qualificação”.

De acordo com a vereadora da Câmara da Maia, em tempos de mudança como os que vivemos, “devemos repensar sobre o que estamos a fazer para preparar os jovens que se encontram no sistema de ensino e também para requalificar os adultos que já integram o mercado de trabalho”.

Emília Santos adianta que não considera “que estejamos a preparar bem os jovens para o futuro, sobretudo, ao valorizarmos a cultura das notas e a preocupação desmedida com os ‘rankings’ em detrimento de outras competências, que, hoje, muitos chamam de inteligência emocional”.

E defende que não se pode encarar a qualificação de adultos apenas como “um apoio ao cidadão, pelo contrário, capacitar adultos é potenciar a evolução de todo o país, fazer elevar a nossa capacidade de estimular a produtividade e garantir rendimento, emprego e salários”.

Desenvolver competências é desenvolver a Economia

João Costa, secretário de Estado da Educação, adiantou que, de facto, é preciso, “enquanto país, assumir claramente o compromisso que o conhecimento e o desenvolvimento de competências são absolutamente cruciais para o crescimento da Economia, mas, em primeiro lugar, para o desenvolvimento humano e para o desenvolvimento da coesão e da justiça”.

O governante referiu-se a uma interrupção no sistema de qualificações de adultos, recordando que em 2010/11 havia 250 mil inscritos nos antigos centros de novas oportunidades, número que desceu para os 700 em 2012 e que viria a resultar em apenas 37 qualificações no país inteiro, em 2014. “Isto é grave!” – afirmou João Costa.

O secretário de Estado sublinhou que “parar com a qualificação e o reconhecimento de competências de adultos é grave, porque significa a desvalorização total do conhecimento e da aprendizagem ao longo da vida e a ideia, claramente não sustentada, de que quando termino o 12º ano, a licenciatura ou o mestrado, que já está, não preciso de mais nada.

Por outro lado, é promovido o sentimento de injustiça àqueles que não tiveram possibilidades de estudar mais, enquanto eram novos, e agora, em adultos, também lhes é retirada essa oportunidade”.

João Costa adiantou que, pelos compromissos assinados nos municípios, e dado o número de envolvidos, “leva-me a crer que estamos a ponto de conseguir um compromisso nacional e que não voltaremos a ter a desistência coletiva na educação e formação de adultos”.

Passo para desenvolvimento económico e social numa sociedade inclusiva

Na sua intervenção, Silva Tiago, o presidente da Câmara Municipal da Maia, salientou que, “com a assinatura deste protocolo, damos um passo seguro para que a nossa comunidade concelhia, continue a progredir e a desenvolver-se em todas as dimensões, humana, social e económica.

Prosseguimos o desígnio coletivo da sustentabilidade integral, que visa compaginar de forma harmoniosa e equilibrada, a sustentabilidade ambiental, a sustentabilidade humana e social e, por razões óbvias, a imprescindível sustentabilidade económica”.

Também aludindo a um mundo que mudou e permanece em mudança, o autarca lembrou que o nosso concelho, sendo o 1º do norte de Portugal com maior índice de empresas de média e média-alta tecnologia, com quase o dobro da média da AMP, e o 3º a nível nacional, leva a que tenhamos de nos preocupar com as pessoas que precisam de receber qualificação capaz de responder a esta realidade – à realidade de um território concelhio com uma economia pujante, caraterizado por um tecido empresarial forte, dinâmico e naturalmente predisposto à inovação e evolução tecnológica”.

Por outro lado, Silva Tiago defendeu a vertente da inclusão social ligada à qualificação dos colaboradores das empresas, e em simultâneo, “uma poderosa alavanca para uma cidadania mais exigente e proativa”.

E acrescenta Silva Tiago: “essa mesma qualificação, representa para as empresas e para o concelho, ganhos que se refletem diretamente na economia, já que colaboradores qualificados representam sempre vantagens competitivas, sustentáveis e diferenciadoras ao serviço da dinâmica das nossas empresas”.

Núcleo executivo da Rede

Câmara Municipal da Maia; IEFP – Centro de Emprego da Maia; Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas do Castelo da Maia; Centro Qualifica do CICCOPN

Núcleo Consultivo da Rede

Agrupamento de Escolas da Maia; Agrupamento de Escolas de Pedrouços; Agrupamento de Escolas de Águas Santas; Escola Profissional Novos Horizonte; CEPRA – Centro de Formação profissional de Reparação Automóvel; Inforpreparação – Formação Profissional de Consultoria; PsiPorto – Formação, Inovação, Gestão, Avaliação; CASTELFORM – Formação e Consultoria, Lda; FAPEMAIA – Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação da Maia; Associação Empresarial da Maia; Segurança Social da Maia.