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Festas da Maia com um pé na tradição e outro na modernidade

Ruas enfeitadas na Maia para Festas do Concelho

Nuno Raposo é o líder da Comissão de Festas de Nossa Senhora do Bom Despacho desde o ano passado. Afirma que as festas da Maia vão acompanhando a modernidade com grandes concertos, mas tentam manter a ligação à tradição e à sua história.

Foi difícil fechar o cartaz deste ano?

Foi uma das principais preocupações que tivemos, este ano, decidir desde cedo o cartaz. Este já estava disponível antes da Páscoa, só que como somos uma instituição muito ligada à Igreja, não divulgámos nessa altura as festas.

Mas o conjunto de artistas já estava definido em fevereiro, porque ou começamos cedo para garantir que fazemos um espetáculo bom ou então arriscamos muito em deixar para o fim e depois termos apenas os artistas que têm agenda disponível e a Maia merece mais que “as sobras”.

E neste caso são nomes da música nacional e que abrangem vários gostos e faixas etárias?

A nossa preocupação não é fazer um conjunto de concertos festivaleiros ou música popular apenas, queremos uma festa eclética.

Na sexta-feira, 12, temos Bezegol, que é um estilo que é tradição desde o ano passado, em que tivemos Jimmy P e Piruka, para agradar a faixa etária mais jovem, pois nós também temos que captar jovens para as festas e para a Maia; depois, ao sábado, temos Gisela João com fado, seguindo-se Anselmo Ralph e David Carreira, que dispensam apresentações e fazem com que o domingo e segunda-feira de encerramento sejam dias bastante fortes a nível de atração do público.

Há alterações em relação ao ano passado ou o núcleo de iniciativas mantém-se?

O núcleo da nossa parte vai-se manter, por parte da Câmara Municipal, a feira do livro desloca-se para fora da fundação Gramaxo, realizando-se junto à Câmara, mas as atividades realizadas pela comissão de festas serão realizadas e já começámos dias 8 e 9, com ‘Maia nos caminhos de Santiago’, que é a atividade que inicia o nosso cartaz.

Este ano o cartaz vai de 8 a 20 de junho. Vamos continuar com outras iniciativas como folclore, Danças Urbanas, música de rua, tudo aquilo que a Maia já está habituada, por exemplo, o BTT, a história da romaria numa quinta-feira. Penso que conseguimos trazer para as festas algo mais do que farturas e música.

A romaria à quinta-feira, como vai ser este ano?

No ano passado, fizemos uma caminhada desde a Maia estação até ao Santuário em que retratava a chegada dos romeiros à Maia. Temos o apoio de grupos etnográficos, como o grupo de Moreira. Este ano temos várias surpresas, estamos a tentar retratar as cantigas de escárnio e maldizer, que aqui na Maia eram habituais em vários grupos. Vamos retratar essa regra de palavras entre grupos como era normal, que irá decorrer dia 11 de julho, numa quinta-feira à noite.

Há uma preocupação para aliar a parte popular e religiosa às pedagogia e cultura, no sentido de dar a conhecer a origem das festas?

Fazer a festa só pela festa seria o mais fácil, era alugar um espaço, música e farturas, mas não é o nosso objetivo nem o da Câmara. Gostamos que as festas tragam sempre algo mais para a população, através da feira do livro e outros eventos de cultura e deporto.

Outros departamentos da Câmara aproveitam esta semana para fazerem o encerramento do ano e o desenvolvimento de outras atividades, como o final do ano letivo e, por isso, há muitas atividades que podem ser concentradas nesta festa, acho que todos ficam agradecidos e o programa fica mais rico e diversificado…é o caso da feira de artesanato, mostra agrícola, existe um leque muito diversificado de atividades em que todos se podem rever, quer seja em bandas de música ou até nas práticas religiosas.

A desconcentração das festas, que tem vindo a alargar-se desde o Santuário até à Câmara Municipal, torna o espaço das festas mais amplo. Isso é positivo ou negativo?

As pessoas acabam por centrar-se no que gostam, por ver e participar em iniciativas nas várias áreas, então, acabam sempre por ter um roteiro mais habitual: dar a volta pela feira de artesanato, depois comer alguma coisa nos vários locais e fazem a noite entre a avenida Visconde de Barreiros e o Santuário, vendo um concerto à noite. O facto de não ser tudo aglomerado no mesmo local também é positivo, pois podem dispersar e fluir pelos vários locais da festa e desfrutar de todas as coisas.

Infelizmente, é uma festa em ambiente urbano com todos os constrangimentos que daí advêm para os moradores. Percebemos que exista descontentamento por parte de alguns moradores, pelo barulho e confusão, mas na Maia não temos muitos mais locais que não seja nesse ambiente e não podemos levar a festa por um sítio que não seja urbano, porque as pessoas deixavam de lá ir. O agrado dos nossos visitantes compensa todos os constrangimentos.

Que contacto a Quinta Gramaxo terá com as festas?

Neste momento algumas tendas foram descontinuadas, no entanto tem lá o restaurante e também estamos a tentar realizar algumas pequenas atividades lá, mas as pessoas ainda não aderem muito e preferem ficar nas pirâmides.

Que atividades destaca?

Temos uma parceria com o Centro Equestre da Maia, que no dia 5, vai-nos trazer as quadras de corrida para o desfile equestre, que é um espetáculo único. Haverá também a abertura das luzes e fogo de artifício. Será uma abertura em grande do período principal das festas.

Programa:

5 julho – na Praça do Município e ruas da festa:

21h30 – Inauguração das Festas com Fogo de Artifício

21h30 – Cortejo Equestre

6 julho – no Palco Pirâmides

21h45 – XLI Festival de Folclore da Maia

7 julho – na Praça do Município e ruas da festa:

8h00 – Passeio de BTT

8h00 – Concentração de Automóveis Antigos e Clássicos

8 a 11 julho – no Palco Pirâmides

21h30 – Animação e Espetáculos Musicais

12 julho – no Palco Pirâmides

22h00 – concerto de Bezegol

13 julho – ruas do concelho

8h00 – caminhada solidária Todo o Concelho a Caminhar Rumo ao Bom Despacho

10h00 às 20h00 – RTP nas Festas com ‘Aqui Portugal’

no Palco Pirâmides

22h00 – Concerto de Gisela João

14 julho – no Santuário de Nossa Senhora do Bom Despacho

10h30 – Missa Solene

16h00 – Procissão Mariana Nossa Senhora do Bom Despacho

no Palco Pirâmides

22h00 – Concerto de Anselmo Ralph

15 julho – no Santuário de Nossa Senhora do Bom Despacho

11h00 – Missa Solene

no Palco Pirâmides

22h00 – Concerto de David Carreira

24h00 – Encerramento das Festas com Show de Fogo Piro-Musical

23ª Festa de Artesanato da Maia

A inauguração é às 15h00 do dia 6 de julho, sendo que o certame se prolonga até ao dia 15, incluindo vários espetáculos musicais e uma exposição no Posto de Turismo. Centenas de artesãos de vários pontos do país vão expor e mostrar como se faz a sua arte ao vivo no Parque Central.

A exposição Memórias da Maia “O Maio das Canastras” de Ana Alvarenga estará patente no Maia Welcome Center de 6 de julho a 1 de setembro, complementando este encontro de artesanato, que revela usos, costumes e caraterísticas de cada região.

Este é a 23º ano do certame e terá como país convidado S. Tomé e Príncipe, que deverá suscitar a curiosidade de todos. Do tradicional ao contemporâneo, o artesanato irá contemplar os diversos gostos.

120 artesãos mostrarão a sua arte, grande parte a trabalhar ao vivo. A gastronomia, um vasto programa musical e atividades direcionadas para os mais novos, não faltarão.

Um vasto programa de animação privilegia a música tradicional portuguesa. Todas as noites pelas 21h30 será possível assistir a espetáculos musicais.

Destaque ainda, no dia 13, sábado, para o dia da criança com várias atividades para os mais pequenos como, insufláveis, ateliês, teatro, música e dança.

O Espaço Kids funcionará durante todo o evento no relvado do Parque Central com um parque temático para os mais pequenos.

Feira do Livro na Praça do Fórum da Maia

Este ano a XIV Feira do Livro da Maia decorrerá na Praça do Fórum da Maia e não na Quinta Gramaxo, como aconteceu no ano passado.

A feira terá lugar de 6 a 15 de julho e contará também com um programa de animação e lançamentos de livros. O principal objetivo do certame é a aproximação dos maiatos à Cultura.

No dia 11, às 21h30, está agendada a apresentação, seguida de debate, do livro ‘Espaços Verdes e Vivos – um futuro para a Área Metropolitana do Porto’, editado pela Campo Aberto – associação de defesa do ambiente, com co-organização da Campo Aberto e da Câmara Municipal da Maia.